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Votação de projetos é interrompida por falta de quórum

Publicado em 20/10/2011 09h18

O processo de votação na sessão ordinária desta quarta-feira (19) foi interrompido por falta de quórum, logo após ter sido iniciado, por volta das 17h30.
  A deputada Eliana Pedrosa (PSD), que vem se abstendo de votar em forma de protesto, chegou ao plenário solicitando a contagem dos parlamentares presentes. Minutos antes, os líderes haviam decidido pela inversão de pauta para apreciar projetos do Executivo antes das propostas dos parlamentares. No entanto, alguns distritais deixaram o plenário após o início da votação dos projetos encaminhados pelo governador.

Ao adentrar o plenário, Eliana observou que já não havia mais quórum. Após a conferência realizada por Evandro Garla (PRB), atestou-se a presença de apenas doze parlamentares, um a menos do que o mínimo para votações.
 A súbita mudança de quórum irritou o líder do governo, Wasny de Roure (PT), que reconheceu a regimentalidade do direito de obstrução. No plenário os deputados questionavam se a distrital estaria incluída ou não no quórum. "Não estamos aqui para brincadeira. Lamento esse tipo de situação. Uma vez que fechamos acordo para votação, os parlamentares precisam comparecer. Semana passada, não votamos nada", destacou Wasny.

Já Chico Vigilante (PT), propôs ao líder do governo que o governador reúna a bancada. "Não vamos negociar com quem não cumpre a palavra. Essa é uma base invisível? Acertamos a pauta de votação e acontece esse papelão", afirmou Vigilante.

Ao final da sessão, Eliana Pedrosa justificou sua posição como protesto contra ações do governo. Segundo a parlamentar, o governador vetou uma emenda construída em parceria entre os deputados e o GDF e acordada em plenário. Outra emenda, de sua autoria, teve a destinação dos recursos alterada. "A emenda previa verba para qualificação profissional, mas o governo gastou o dinheiro em eventos".

  

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