Problemas do setor educacional são debatidos em plenário
Problemas do setor educacional são debatidos em plenário

Na data em que os novos diretores das escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal tomaram posse, diversos problemas do setor educacional foram debatidos, em plenário, pelos deputados distritais. O primeiro a se manifestar sobre o tema, na sessão ordinária da Câmara Legislativa desta terça-feira (11), foi o deputado Eduardo Pedrosa (PTC), destacando a falta de monitores de gestão escolar que atuam dando suporte a alunos e professores.
Segundo o parlamentar, há um déficit de cerca de 300 desses profissionais. Atualmente, a Secretaria de Educação tem nos seus quadros pouco mais de 400 monitores. "Temos de priorizar a educação. Por isso, faço um apelo para que os concursados sejam nomeados para ocupar as vagas em aberto", afirmou. Pedrosa também alertou para mudanças no transporte escolar que prejudicam os estudantes e cobrou mais investimentos no setor.
Por sua vez, o deputado João Cardoso (Avante), ao tempo em que saudou a posse dos diretores das escolas públicas, mostrou preocupação com a situação dos alunos que precisam de acompanhamento e estão sendo prejudicados pela ausência de monitores em muitos estabelecimentos de ensino. Já o deputado Leandro Grass (Rede) reclamou do bloqueio dos repasses financeiros, previstos na legislação, para os diretores escolares, impedindo a realização de pequenas obras e reparos que, na avaliação dele, "são urgentes".
O deputado Professor Reginaldo Veras (PDT), que também compareceu à cerimônia de posse dos diretores, referiu-se à matéria publicada na edição de hoje do jornal Correio Braziliense que destaca o projeto pedagógico do Centro Educacional 6 de Ceilândia. Na avaliação do distrital, o trabalho exitoso desenvolvido na escola, que investe em atividades extracurriculares, levou à aprovação de 69 alunos na Universidade de Brasília neste início de ano.
Ele aproveitou o resultado positivo do estabelecimento público de ensino para criticar o ministro da Economia, Paulo Guedes, que chamou de "parasitas" os servidores. "Ao contrário do que afirmou, o termo não se aplica nem aos servidores dessa escola e nem à maioria dos servidores públicos em geral", contestou.
Saúde – A deputada Arlete Sampaio (PT) cobrou mais investimentos do GDF na área da saúde. Ela apresentou dados que demonstram a falta de materiais – "de luvas a desfibriladores nas ambulâncias do SAMU, por exemplo" –, além do aumento de patologias. "Vivemos uma epidemia de sífilis no Distrito Federal e o governo reduz o acesso de mulheres ao pré-natal. Também se registra um aumento de casos de contaminação pelo HIV, fora o crescimento de 83% de pacientes com dengue em janeiro deste ano", observou.
Carnaval – A violência nos blocos durante o pré-carnaval do DF foi abordada pelo deputado Fábio Felix (PSOL). Ele anunciou que se reunirá com o secretário de Segurança Pública esta semana para tratar da questão. "O carnaval de Brasília tem crescido, gera empregos e fortalece a economia local. Por esse motivo, é necessário nos preocuparmos mais ainda com a segurança. Não podemos criminalizar uma festa popular que também celebra a diversidade, mas fortalecê-la", declarou.
Marco Túlio Alencar
Foto: Figueiredo/CLDF
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa