Presidente da CLDF recebe delegações internacionais
Presidente da CLDF recebe delegações internacionais

A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT), recebeu duas delegações internacionais nesta sexta-feira (8). O primeiro encontro foi para entregar uma moção de louvor ao embaixador do Sudão Abd Elghani Elkarim, por seu trabalho de estreitar as relações da nação africana com o Distrito Federal. Em seguida, a deputada reuniu-se com o diplomata venezuelano Milos Alcalais, que denunciou violações de direitos humanos nos governos de Hugo Chaves e do atual presidente Nicolás Maduro.
Acompanhando o representante do Sudão, vieram à CLDF embaixadores de Omã, Mauritânia e Palestina, todas nações islâmicas. Durante a reunião, foram trataram temas culturais e políticos, e a deputada Celina Leão convidou os presentes a participarem de discussões preparatórias para o Fórum Mundial das Águas, a ser realizado em Brasília em 2018. Os embaixadores demostraram interesse em participar do evento e aproveitaram para destacar a relação do islamismo com a preservação da água e do meio ambiente.
Venezuela – Representando uma delegação de opositores ao atual governo venezuelano, o diplomata Milos Alcalais, relatou à presidente da CLDF um cenário de repressão e cerceamento de direitos individuais no país sul-americano. A princípios o encontro contaria a presença de Lilian Tintori, Mitzy Capriles, respectivamente, esposas de Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular e do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, presos por determinação do presidente Nicolás Maduro. No entanto, elas retornaram mais cedo que o previsto à Venezuela, para visitar seus cônjuges.
Alcalais contou à deputada que o país vive uma crise econômica e onda de corrupção sem precedentes. Disse que os meios de comunicação estão sendo perseguidos e que o "socialismo do século 21", implantado no país, é uma ditadura disfarçada de democracia. "Há uma grande militarização do poder, seja nas embaixadas, no governo e no parlamento", afirmou o diplomata.
Celina disse que o Brasil só não chegou à situação da Venezuela porque o governo não conseguiu cooptar o Congresso. "Esse exemplo deve ficar de lição, pois seguimos no mesmo caminho da Venezuela", afirmou. A presidente também comentou perseguições e ameaças que sofreu durante sua oposição ao governo Agnelo Queiroz e disse que a Mesa Diretora da Casa vai emitir uma carta de apoio aos opositores do chavismo.