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Deputado quer prevenir apagão funerário no DF

Publicado em 10/04/2008 13h57
O deputado Rogério Ulysses (PSB) declarou hoje, ao final da reunião da CPI dos Cemitérios, da qual é presidente, que estava satisfeito com as atividades desenvolvidas até agora pela comissão, que, em sua opinião, tem demonstrado muita agilidade.
 Garantiu, porém, que seu objetivo não é o de somente apurar as irregularidades denunciadas, mas também abordar as perspectivas do setor para os próximos anos, sob pena do Distrito Federal vir a enfrentar um "apagão funerário."Ulysses disse que essa é uma excelente oportunidade para abordar questões como a vida útil dos cemitérios e seu uso mais racional, a partir de avaliações de experiências representadas pelos cemitérios verticais e pelo crematório. Essa preocupação, segundo ele, deriva da absorção de áreas originalmente destinadas a cemitérios por outros setores, como parece ter acontecido na Asa Norte. O presidente da CPI adiantou também que o trabalho dos membros da comissão tem-se orientado pelo objetivo de "entender todo o cenário em que se decidiu pela privatização", como forma de avaliar a utilidade de tal decisão, embora ele a considere como um "péssimo serviço para a sociedade". E da sociedade o deputado espera que ela entenda toda a seriedade do trabalho que está sendo realizado.

Novos requerimentos - Outros três requerimentos, além dos dez incluídos na pauta, todos de autoria da deputada Erika Kokay (PT), foram aprovados antes do fim da reunião. No primeiro deles, a convocação de Maria José Feres, ex-secretária de Ação Social no período que antecedeu a terceirização dos cemitérios, a fim de apurar se havia justificativa para a medida.

Nos outros requerimentos são solicitados à secretaria de Desenvolvimento Social e do Trabalho (CEDEST) a cópia integral dos relatórios, processos ou qualquer outro documento relativo à fiscalização das atividades da empresa Campo da Esperança Serviços Ltda.

, responsável pela administração dessas unidades no DF, e das fiscalizações feitas pela CEDEST em empresas que atuem na prestação de serviços funerários e correlatos, de 1999 a 2008.

 Ponto de drogas - O deputado Reguffe (PDT) propôs também requerimento verbal, a ser apresentado em nome da comissão, com a finalidade de solicitar à Coordenação Geral da Polícia Civil cópia de ocorrências ocorridas nos cemitérios e na prestação de serviço das funerárias. Reguffe baseou-se em informação passada por Brunelli (DEM), de que os cemitérios estavam sendo usados como pontos de distribuição de drogas. Depois de breve debate, os deputados decidiram redigir o documento, a fim de bem delimitar seu alcance.

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