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Crise no Caje domina debates na Câmara

Publicado em 04/09/2008 17h54
A crise envolvendo o Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), que inclui a morte de um adolescente interno, foi o principal tema debatido pelos deputados distritais na sessão ordinária desta quinta-feira. Vários parlamentares ocuparam a tribuna para tratar do assunto.

Integrantes da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar - Erika Kokay (PT), Rogério Ulysses (PSB), Brunelli (DEM) e Reguffe (PDT) - estiveram no Caje para acompanhar o desenrolar de uma rebelião. O deputado Reguffe informou que os parlamentares conversaram com o novo secretário de Justiça e Cidadania, ex-deputado distrital Peniel Pacheco, sobre os problemas no Centro.

Para Reguffe, a situação no local é caótica e é fruto da irresponsabilidade do poder público. Segundo ele, o Caje conta hoje com 270 internos, enquanto sua capacidade de atendimento é de apenas 160 adolescentes. "Enquanto isto, o Centro construído em Planaltina ao custo de R$ 8 milhões está fechado há 3 anos", criticou.

Educação - Para o deputado Geraldo Naves (DEM), os internos maiores de 18 anos deveriam ser retirados do Caje para outro local. "Enquanto não investirmos em educação, não resolveremos o problema da violência e da superpopulação do Caje", completou Naves.

Já o deputado Berinaldo Pontes (PP) disse que o debate está muito focado nas políticas punitivas, quando o correto seria o investimento em políticas sociais de prevenção, que envolvam os jovens em atividades educativas, culturais e esportivas. "Quando o Estado brasileiro investir na juventude a médio e longo prazo, não precisaremos mais de unidades como o Caje", acrescentou.

O deputado Cabo Patrício (PT) acusou diretamente o GDF pelos problemas no Caje. Segundo ele, o "governo Arruda não tem compromisso com a segurança pública, com a educação e com a saúde".

Patrício disse que o GDF mostra despreparo por não ter conseguido até hoje colocar em funcionamento o Centro construído em Planaltina.

Os deputados Geraldo Naves e Pedro do Ovo (PMN) defenderam o GDF argumentando que os problemas são complexos e que vêm de outros governos.

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