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Criação do conselho de comunicação do DF é cobrada em comissão geral

Publicado em 03/10/2013 15h08

Mais de um ano após a realização do 1º Seminário de Comunicação Pública do Distrito Federal, o ComunicaDF, representantes de entidades em defesa da democratização da comunicação, sindicalistas e membros do GDF se reuniram nesta quinta-feira (3) para discutir o encaminhamento das decisões tomadas naquele encontro. A iniciativa do debate, realizado em forma de comissão geral no plenário da Câmara Legislativa, partiu do deputado Cláudio Abrantes (PT), que destacou a importância da implantação do conselho de comunicação do DF. "Ao contrário do que alguns possam imaginar, o conselho não é de forma alguma um instrumento de censura ou vigilância, mas sim um mecanismo para garantir uma comunicação pública e democrática no DF", salientou Abrantes.

A tônica geral dos participantes do debate foi de indignação pela falta de compromisso do governo em relação à criação do conselho. "Passou um ano e nada do que o GDF se comprometeu a fazer foi feito. Ao contrário, houve um desmonte na Secretaria de Comunicação que só prejudicou o processo. Já procuramos o governo inúmeras vezes para cobrar a criação do conselho e eles sequer nos recebem", reclamou Gilberto Rios, da Frente de Valorização das TVs do Campo Público.

Para o representante do Sindicato dos Jornalistas do DF, Jonas Valente, falta vontade política para cumprir os acordos firmados no ano passado. "O GDF não tem compreensão de que comunicação é muito mais do que publicidade e assessoria de imprensa. Ninguém nos atende, e nem mesmo nossos ofícios são respondidos", reclamou. Valente criticou, ainda, a ausência do secretário de Comunicação no debate desta tarde, o que classificou como "uma péssima sinalização do governo".

Murilo Ramos, professor da Faculdade de Comunicação Social da Universidade de Brasília (UnB), apontou a principal dificuldade para o avanço nas discussões sobre políticas de comunicação na sociedade: "Infelizmente esse é um tema interditado pela mídia hegemônica, o que acaba gerando muita desinformação. Além disso, há um enorme receio dos governantes de contrariar os interesses dessa mídia e, por isso, a lei geral da comunicação social nunca sai. É preciso disposição política para enfrentar esse problema e garantir o direito social à informação pública e democrática", afirmou.

Outro lado - Representando a Secretaria de Comunicação do DF, Renato Cortez garantiu que o processo será retomado. "Houve uma troca de comando na secretaria e isso fez com que o projeto saísse de lá. Quero garantir que vamos continuar tocando esse projeto e faremos novas reuniões com as entidades o mais breve possível", prometeu. Ricardo Taffner, da Casa Civil do DF, seguiu na mesma linha. "Infelizmente o ritmo que esperávamos não foi cumprido, mas o processo não está paralisado e o governo está junto com a sociedade na meta de criar o conselho de comunicação", afirmou.

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