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Comissão pedirá inquérito sobre denúncias contra GDF e parlamentares

Publicado em 28/11/2009 18h34
O primeiro passo. Esta foi a principal questão debatida neste sábado (28), à noite, pelos membros da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro e Decoro Parlamentar sobre o início da apuração na Câmara Legislativa das denúncias envolvendo o governador José Roberto Arruda, secretários de Estado e deputados distritais, na operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

Ao final da reunião extraordinária, realizada no Plenário da Casa, depois de muito debate, os distritais decidiram, por unanimidade, solicitar ao ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a cópia do inquérito sobre a operação.
 Os deputados da base de apoio do Governo que compõem a Comissão de Ética, como o presidente Bispo Renato (PR), enfatizaram que querem investigar com profundidade as denúncias, mas sem prejulgamentos. O líder do DEM, deputado Geraldo Naves, ressaltou sua preocupação com a possibilidade de que um suposto açodamento nas investigações possa condenar pessoas inocentes. "É preciso cautela", advertiu.

A única deputada da oposição integrante da Comissão, deputada Erika Kokay (PT), tentou convencer os colegas sobre a necessidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)  e também de apuração de crime de responsabilidade por parte do governador Arruda."Não existem apenas denúncias veiculadas na imprensa. Há um inquérito no STJ e indícios fortes da participação do governador, que reconheceu a gravidade da situação exonerando quatro secretários", defendeu a parlamentar, ressaltando que a Câmara Legislativa não precisa esperar o resultado das apurações na Justiça para fazer a sua própria investigação.

Bispo Renato disse que os deputados da Comissão de Ética precisam discutir a eventual abertura de CPI com os seus partidos, mas garantiu que eles não deixarão de investigar as denúncias. O deputado Raimundo Ribeiro (PSDB) ressaltou que ainda não há uma "sentença definitiva" sobre o inquérito, alertando, contudo, que a Comissão de Ética deverá exercer o seu papel de fiscalizar o Executivo e apurar a conduta dos parlamentares.

O quinto titular da Comissão, deputado Batista das Cooperativas (PRP), também participou da reunião.

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