Comissão de Defesa do Consumidor quer solução para os problemas com celulares
Comissão de Defesa do Consumidor quer solução para os problemas com celulares

Apesar dos altos investimentos em tecnologia, as operadoras de telefonia celular não têm soluções de curto prazo para os problemas cotidianos enfrentados pelos usuários do sistema. "Estamos sofrendo a dor do crescimento", comparou Fábio Augusto Andrade, que representou a empresa Claro na audiência pública promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa (CDC), nesta segunda-feira (20).
"O diagnóstico já é do conhecimento de todos, o que nós queremos da parte das empresas é franqueza para informar o que vem sendo feito para solucionar essa questão que afeta milhares de pessoas no DF", solicitou o presidente da CDC, deputado Chico Vigilante (PT-DF).
"A Claro, por exemplo, habilita um telefone celular a cada três minutos e a infraestrutura não cresce no mesmo ritmo. Por isso enfrentamos problemas de várias ordens, inclusive ambientais", argumentou Andrade, seguido por seus colegas da Tim, Oi e Vivo. O número de celulares, no Brasil, passou de 32 milhões, em 2002 para 270 milhões, atualmente.
O deputado Washington Mesquita (PSD) pediu as empresas que encaminhem à comissão uma planilha atualizada de investimentos e o mapa de cobertura no Distrito Federal, por área. "Uma das nossas principais dificuldades é a instalação de antenas, devido à falta de uma legislação específica sobre o assunto", argumentou Marcos Augusto Mesquita Coelho, da empresa Oi. Para enfrentar o problema, segundo Enylson Camolesi, a Vivo acoplou antenas aos postes de iluminação na área do Estádio Mané Garrincha.
Representante da Anatel, Nilo Pasquale demonstrou, exibindo números de reclamações sistematizados pelos serviços de defesa do consumidor, que os investimentos não garantem um serviço de qualidade quando se trata do serviço móvel pessoal. O deputado Agaciel Maia (PTC) observou que cerca de 40% das denúncias feitas ao Procom são relacionadas com o celular.
"Nosso objetivo é encontrar, em acordo com a lei, os meios para que os direitos do consumidor sejam respeitados. Sendo assim, quero demandar às empresas sugestões para que a CDC possa propor atualizações na legislação. É necessário um esforço conjunto para garantir uma melhor prestação desse serviço que hoje se mostra imprescindível para toda a população e especialmente para os jovens", concluiu Chico Vigilante.