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Câmara discute saúde de educadores

Publicado em 31/10/2008 14h57
A Câmara Legislativa realizou nesta sexta-feira (31) uma audiência pública para discutir a falta de políticas públicas que assegurem a saúde dos trabalhadores em educação. A iniciativa partiu da deputada Erika Kokay (PT) e o debate contou com a participação de profissionais da área da saúde e da educação.

Durante a audiência, a psicóloga Luciane Araújo, do Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), apresentou um estudo sobre os problemas enfrentados pelos educadores.

De acordo com o estudo, os principais problemas físicos são laringite, nódulos nas cordas vocais, rinite alérgica, sinusite e tendinite. No campo dos problemas psicossociais as situações mais freqüentes são de exaustão emocional, baixa auto-estima, sofrimento e desgaste.

A pesquisa foi realizada pela Internet e 1.

462 profissionais responderam às perguntas.

A realização da audiência foi motivada pelas constantes queixas de abusos praticados por peritos vinculados à Diretoria de Perícias Médico-Odontológica da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Segundo denúncias encaminhadas pelos servidores, ao procurarem a Diretoria de Perícias eles sofrem ofensas, não têm os atestados médicos aceitos, além de receberem altas ou abreviação do período de recuperação sem passarem sequer por exames."Muitas são as dificuldades das entidades de proteção dos trabalhadores em educação devido à falta de provas, embora já tenham sido feitas inúmeras queixas ao CRM (Conselho Regional de Medicina) e outras instâncias competentes", alertou a deputada Érika Kokay. "Dessa forma, fica difícil pôr fim aos abusos contra os trabalhadores e iniciar o processo de punição dos responsáveis", completou.

Também participaram da mesa do debate a diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Maria José Correia Barreto; o representante da Associação de Assistência aos Trabalhadores em Educação do DF, Omar dos Santos; o secretário-geral do Sindicato dos Auxiliares da Administração Escolar do DF, e Adriana da Luz, representando a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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