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Câmara discute a saúde pública em Sobradinho

Publicado em 15/04/2008 16h38
Por proposta dos parlamentares da Bancada do PT, foi realizada ontem (14) uma audiência pública para discutir a saúde em Sobradinho. Estudantes e moradores lotaram o teatro da cidade para debater o assunto, pedir mais postos e melhor atendimento. "A participação da sociedade é muito importante", afirmou o líder do PT, deputado Cabo Patrício. "Todos esses depoimentos nos ajudam a constatar que o governador Arruda está sucateando a Saúde para justificar as terceirizações. Faltam medicamentos, materiais e infra-estrutura", lamentou o parlamentar. Para ele, duas ações precisam ser imediatas para melhorar a Saúde pública em todo o DF: valorizar os servidores e permitir que a comunidade participe das decisões. Dona Maria Fonseca Melo, 72 anos, foi participar da audiência para ouvir o que as autoridades tinham a dizer. Moradora da Quadra 02, ela vai sempre ao Posto de Saúde n° 01. "Para conseguirmos uma consulta, é preciso dormir na fila", contou. "A saúde em nossa cidade está um caos", constatou a moradora. O deputado Paulo Tadeu, que presidiu a Mesa, explicou que quem paga os servidores da Saúde do DF é o Governo Federal. "O governador Arruda precisa apenas manter a estrutura e os equipamentos. Mas hoje as obras são mais importantes para o governo dele do que as pessoas", afirmou. "O tratamento aos moradores das áreas rurais, especialmente aos de Sobradinho, é desumano", afirmou. A deputada Erika Kokay questionou o fato de a saúde no DF ter o maior orçamento do país. "Então, o problema é a incompetência deliberada, para justificar a entrega da saúde aos grandes empresários", afirmou. Segundo a deputada, a saúde precisa ser vista como um todo e envolve alimentação, esgoto e infra-estrutura das cidades. O representante do Sindicato da Saúde e coordenador do Conselho Regional de Saúde de Sobradinho II, Aécio Alves Nascimento, fez um apelo: "precisamos nos unir para lutar pela vida". O estudante Diego Barros, do Centro de Ensino 02, pediu para que os pioneiros e jovens da cidade participem dessa discussão. "A Saúde não pode ser um privilégio de poucos, todos temos esse direito", afirmou.

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A mesa da audiência pública foi composta pelos deputados Erika Kokay, Paulo Tadeu, Cabo Patrício e Raad Massouh, além de Pedro Mauro Braga, Rubens Dutra Filho, Carlos Augusto Veloso, Maria Soares Pureza, Geralda Florisbela e Valter Gaia. Segundo Paulo Tadeu, todas as reclamações, observações e depoimentos feitos durante a audiência constarão em um relatório. O documento será levado ao GDF e ao Ministério Público. (Colaboração Sandra Turcato - da Liderança do PT na Câmara Legislativa) 

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