Proposição
Proposicao - PLE
PL 1696/2021
Ementa:
Altera a Lei 3.831, de 14 de março de 2006, que fixa os valores de contribuição mensal, mínimos e máximos da Assistência Suplementar à Saúde do Distrito Federal, GDF-SAÚDE-DF.
Tema:
Saúde
Autoria:
Região Administrativa:
DISTRITO FEDERAL (INTEIRO)
Data da disponibilização:
03/02/2021
Situação
Apresentação
O projeto foi protocolado, lido, numerado, publicado e encaminhado às Comissões para análise
Comissões
As Comissões discutem o projeto e dão pareceres, que podem sugerir emendas ao texto original
Aguardando inclusão na Ordem do Dia
Os projetos que tiveram tramitação concluída nas comissões aguardam inclusão na Ordem do Dia
Plenário
No Plenário são apreciados os projetos que podem ser aprovados ou rejeitados
Redação Final
Após a aprovação pelo Plenário, o projeto é encaminhado para elaboração da Redação Final
Sanção, Veto ou Promulgação
São encaminhados ao Governador para transformá-los em lei ou vetá-los ou são promulgados e publicados pela CLDF
Andamento
Acompanhar andamentoAberta na(s) unidade(s) CCJ, CEOF
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Despacho - 3 - CESC - (2239)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Comissão de Educação Saúde e Cultura
Despacho
Ao Gabinete do Deputado Leandro Grass
Assunto: relatoria de Projeto de Lei nº 1.696/2021
Senhor chefe,
De ordem da Presidente da Comissão de Educação, Saúde, e Cultura, Deputada Arlete Sampaio, nos termos do art. 78, inciso VI, do Regimento Interno da CLDF, informo que o Senhor Deputado Leandro Grass foi designado para relatar o Projeto de Lei nº 1.696/2021 O prazo para parecer é de 10 dias úteis, a contar de 05/03/2021, conforme publicação no DCL de 05/03/2021, com prazo de conclusão de relatoria agendado no PLE para o dia 18/03/2021.
Atenciosamente,
Marlon Moisés de Brito Araujo
Assessor da Comissão de Educação, Saúde e Cultura
Brasília-DF, 5 de março de 2021
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 1º Andar, Sala 1.28 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8326
www.cl.df.gov.br - cesc@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por MARLON MOISES DE BRITO ARAUJO - Matr. Nº 21979, Servidor(a), em 05/03/2021, às 18:46:13 -
Parecer - 1 - CESC - (14218)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Leandro Grass - Gab 13
PARECER Nº , DE 2021 - cesc
Projeto de Lei 1696/2021
Altera a Lei 3.831, de 14 de março de 2006, que fixa os valores de contribuição mensal, mínimos e máximos da Assistência Suplementar à Saúde do Distrito Federal, GDF-SAÚDE-DF.
AUTOR(A): Deputado Rafael Prudente - Gab 22
RELATOR(A): Deputado(a) Leandro Grass
I – RELATÓRIO
De autoria do Deputado Rafael Prudente, submete-se a esta Comissão o Projeto de Lei nº 1.696, de 2021, o qual, conforme ementa, altera a Lei no 3.831, de 14 de março de 2006, que fixa os valores de contribuição mensal, mínimos e máximos, da Assistência Suplementar à Saúde do Distrito Federal, GDF-SAÚDE-DF.
O art. 1º define mudança na redação do art. 7º da Lei 3.831/2006, passando a contemplar no plano, como beneficiários dependentes, os pais dos titulares, sejam eles naturais ou adotivos, desde que economicamente dependentes do filho (a).
O art. 2º apresenta a tradicional cláusula de vigência da Lei na data de sua publicação.
No art. 3º, encontra-se determinação sobre revogação genérica das disposições em contrário.
Na justificação, o autor afirma que a inclusão dos pais como beneficiários trará segurança e tranquilidade aos servidores. Pondera, também, que a dependência econômica mencionada no Projeto deve ser comprovada e de caráter duradouro.
O Projeto foi lido no dia 03/02/2021 e encaminhado para análise de mérito à Comissão de Educação, Saúde e Cultura – CESC. Para manifestação quanto à admissibilidade, foi direcionado à Comissão de Economia, Orçamento e Finanças – CEOF e à Comissão de Constituição e Justiça – CCJ.
Durante o prazo regimental, foi apresentada emenda aditiva, de autoria do Deputado Cláudio Abrantes, que altera o art. 5º da Lei no 3.831/2006 para integrar ao rol de beneficiários as carreiras policiais civis do Distrito Federal, além de instituir ausência de carência para esse público, caso a adesão ao plano seja realizada durante os 45 dias posteriores à publicação da Lei. Além disso, também modifica o art. 6º, ao suprimir do universo de beneficiários por convênio institucional os policiais civis, que já estariam beneficiados como titulares diretos, em conformidade com a proposta de nova redação para o art. 5º.
É o relatório.
II – VOTO DO RELATOR
De acordo com o art. 69, inciso I, a, do Regimento Interno, cabe à Comissão de Educação, Saúde e Cultura emitir parecer de mérito sobre matérias que tratem de saúde pública. É o caso do Projeto em comento, que altera a Lei no 3.831/2006, a qual cria o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal – INAS, para inclusão dos pais dos servidores como beneficiários dependentes.
A Constituição Federal de 1988 confere o status de direito social à saúde, que deve, então, ser garantida a todos os cidadãos, mediante políticas públicas e ações do Estado, conforme se apreende de seus arts. 6º e 196:
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
.....................................
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. (grifo nosso)
No mesmo sentido, a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, define que:
Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. (grifo nosso)
Em relação ao modelo de prestação de assistência à saúde, discute-se, no âmbito da avaliação de políticas públicas, a complexidade do mix público-privado que se conformou na realidade do sistema de saúde brasileiro. O País acomoda, no momento presente, três subsistemas: o público, de caráter universal; o suplementar, regido pelos planos e seguros privados de saúde; e o estritamente privado, que se refere aos serviços diretamente pagos pela clientela.
No caso da proposição a que se refere este parecer, trata-se, justamente, do debate acerca da oferta de assistência suplementar, com a especificidade trazida pelo envolvimento do recurso público para provimento dessas ações e a consequente necessidade de que sejam considerados parâmetros mínimos de razoabilidade e economicidade.
Evidentemente, a assistência à saúde no Brasil é livre à iniciativa privada e ao setor suplementar, que podem, por exemplo: ofertar procedimentos não incorporados pelo Sistema Único de Saúde — SUS, oferecer hotelaria mais confortável, apresentar múltiplas opções de prestadores, dar acesso célere à rede de serviços, entre outros ganhos.
No Brasil, o desejo amplamente difundido de aderir aos planos e seguros privados de assistência. A partir desse contexto, compreende-se a relevância do pleito apresentado.
O Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal, criado pela Lei no 3.831/2006, tem como objetivo ofertar a um determinado conjunto de servidores, de diversos órgãos locais, um plano de assistência suplementar à saúde. Para melhor compreensão da proposta de alteração expressa pelo Projeto no 1.696/2021, avaliaremos aqui os pormenores do diploma legal em vigor.
Em seu art. 1º, a Lei no 3.831/2006 especifica a natureza jurídica e administrativa do Instituto, conforme se lê abaixo, in verbis:
Art. 1º Fica criado o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal – INAS, com sede e foro na Capital, sob a forma de autarquia em regime especial, vinculado à Secretaria de Estado de Gestão Administrativa, dotada de personalidade jurídica de direito público, com patrimônio próprio, autonomia administrativa, financeira e patrimonial, bem como nas suas decisões técnicas, mandato de seus dirigentes e regime de cogestão, na forma e nos limites desta Lei.
Quanto às diretrizes que norteiam a atuação do INAS, destacamos o trecho adiante, o qual enfatiza a centralidade do uso racional dos recursos:
Art. 4º No cumprimento dos objetivos do INAS serão observadas as seguintes diretrizes:
............................................
III – austeridade administrativa e elevada responsabilidade ética, técnica e social pelos seus dirigentes e servidores;
............................................ (grifo nosso)
Os arts. 5º e 6º da Lei delimitam o escopo de servidores filiados de maneira automática ao GDF-SAÚDE-DF e daqueles que podem aderir posteriormente, mediante celebração de contrato ou convênio:
Art. 5º São automaticamente filiados ao GDF-SAÚDE-DF, na qualidade de beneficiários titulares, os servidores ativos e inativos; titulares beneficiários de pensão, os detentores de cargos comissionados, os contratados temporariamente, bem como os empregados públicos no exercício de suas atribuições no Poder Executivo distrital, inclusive suas autarquias e fundações.
Art. 6º Poderão aderir ao GDF-SAÚDE-DF, na qualidade de beneficiários titulares, os integrantes da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, bem como os servidores ativos e inativos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, do Tribunal de Contas do Distrito Federal e os das Carreiras Policiais Civis do Distrito Federal, desde que essas instituições ou as entidades representativas de seus servidores firmem convênio ou contrato com o INAS. (grifo nosso)
Quanto à questão dos dependentes, o art.7º assevera que:
Art. 7º São beneficiários dependentes dos beneficiários titulares:
I – cônjuge ou companheiro (a), reconhecidos na forma de Lei Civil;
II – filhos menores de 21 (vinte e um) anos;
III – filhos inválidos; e
IV – filhos estudantes universitários até 24 (vinte e quatro) anos;
V – (VETADO);
VI – (VETADO).
............................................
Percebe-se que – de fato – a Lei não prevê a filiação dos pais dos servidores, determinada pelo Projeto em comento. Em sua justificação, o autor adota como argumento a tranquilidade que a inclusão desse grupo traria aos servidores. Da mesma forma, registra que a dependência econômica por parte dos pais deve ser comprovada e possuir caráter continuado.
Caso o Projeto prospere no processo legislativo, é importante que a seja revisada sua ementa no âmbito da CCJ, de modo a expressar exatamente a ementa da Lei em vigor.
Em relação aos aspectos orçamentário e financeiro do INAS, em que pese não ser esse o ponto central deste parecer, deve-se ressaltar que a inclusão inadvertida de um quantitativo significativo de beneficiários pode comprometer sobremaneira a sustentabilidade do plano. Desse modo, as comissões competentes devem analisar essa situação.
Quanto ao quesito formal, ressalvado que a análise específica sobre constitucionalidade será feita pela CCJ.
Em relação à Emenda Aditiva ao Projeto, apresentada pelo Deputado Cláudio Abrantes, ela preconiza a integração das carreiras policiais civis ao conjunto de beneficiários automáticos do plano. Além disso, define que esse grupo ficará isento de carência, caso se filie até 45 dias após a data de entrada em vigência da Lei.
Quanto ao mérito, observo que Excelentíssimo Deputado Autor da proposição busca efetivar a possibilidade de ingresso no plano, como dependentes econômicos, de pais dos servidores. Ao que se vê, o mérito do projeto revela dar necessária dignidade àqueles pais e mães que, respeitadas as regras de ingresso, poderão ter a sua assistência realizada via plano, sendo que o mesmo ocorre em razão dos
Ante o exposto, somos, no âmbito da Comissão de Educação, Saúde e Cultura, somos pela APROVAÇÃO, no mérito, do Projeto de Lei nº 1.696, de 2021 e da Emenda aditiva, resguardada as demais análises das comissões de Constituição e Justiça e de Economia Orçamento e Finanças desta Casa de Leis.
Sala das Comissões, em 2022.
DEPUTADO LEANDRO GRASS
Relator
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Folha de Votação - CEC - (50886)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Comissão de Educação Saúde e Cultura
FOLHA DE VOTAÇÃO - CESC
Projeto de Lei nº 1696/2021
Altera a Lei 3.831, de 14 de março de 2006, que fixa os valores de contribuição mensal, mínimos e máximos da Assistência Suplementar à Saúde do Distrito Federal, GDF-SAÚDE-DF.
Autoria:
Deputado Rafael Prudente - Gab 22
Relatoria:
Deputado Leandro Grass
Parecer:
Pela aprovação, com a emenda aditiva
Assinam e votam o parecer os(as) Deputados(as):
TITULARES
Presidente
Relator(a)
Leitor(a)
ACOMPANHAMENTO
Favorável
Contrário
Abstenção
Deputada Arlete Sampaio
P
X
Deputado Leandro Grass
R
X
Deputado Delmasso
Deputado Jorge Vianna
Deputado Del. Fernando Fernandes
X
SUPLENTES
ACOMPANHAMENTO
Deputado Chico Vigilante Lula da Silva
Deputada Jaqueline silva
Deputado Valdelino Barcelos
Deputado Iolando
Deputado Cláudio Abrantes
TOTAIS
3
( ) Concedido vista aos(às) Deputados(as): em: / /
( ) Emendas apresentadas na reunião:
Resultado
(x ) Aprovado
( ) Rejeitado
(x) Parecer nº 01-CESC
( ) Voto em separado - Deputado(a):
Relator do parecer do vencido - Deputado(a):
7ª Reunião Extraordinária remota realizada em 07 de novembro de 2022.
Deputada Arlete Sampaio
Presidente da CESC
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Despacho - 4 - CESC - (51531)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Comissão de Educação Saúde e Cultura
Despacho
Ao Setor de Apoio às Comissões Permanentes, para continuidade da tramitação.
Brasília, 10 de novembro de 2022
Marlon Moisés
Assessor - CESC
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