(Do Sr. Deputado Max Maciel)
Manifesta louvor à sacerdotes, sacerdotisas, lideranças, templos, casas, coletivos e entidades de matriz africana e do Culto Tradicional Iorubá do Distrito Federal e Entorno, em reconhecimento ao notório relevo de seus serviços, à valorização da cultura afro-brasileira, à preservação da ancestralidade africana, à defesa da liberdade religiosa e à contribuição para o fortalecimento do convívio social.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal,
Com base no art. 141 do Regimento Interno desta Casa, proponho aos nobres pares parabenizar e homenagear as pessoas especificadas a seguir, em reconhecimento ao notório relevo de seus serviços, à valorização da cultura afro-brasileira, à preservação da ancestralidade africana, à defesa da liberdade religiosa e à contribuição para o fortalecimento do convívio social.
Segue a lista de pessoas a serem agraciadas:
- Bàbá King - Prof. Dr. Síkírù Sàlámì
- Bàbá Boro – Ricaule Aquino
- Pai Anisio de Oxossi - Tenda Espírita Pai Benedito Do Congo – Gama/DF
- Mãe Francys De Oyá - Casa De Oyá – Novo Gama/DF
- Tata Ngunzetala - Inzo Ana Nzambi Junsara – Águas Lindas/GO
- Pai Francisco de Ogum - Centro Espírita Social E Cultural Pai Tomé De Aruanda - Ponte Alta Norte/DF
- Babalorixá e Juremeiro Pedro Ivo Silva - Dirigente da Cabana Légua Boji – Águas Claras/DF
- Quimbandeira e Juremeira Paula Gleycielen - Terreiro De Jurema Sagrada Mestra Ritinha – Planaltina/DF
- Mãe Jussara De Oyá - Casa De Oyá – Novo Gama/DF
- Mãe Raquel De Yemanjá - Águas De Iemanjá – Samambaia/DF
- Mãe Baiana – Adna dos Santos
- Iyalorixá Fábùnmi - Jaqueline Cordeiro
- Mãe Lindaura de Ogun
- Bàbá Ifáseun - Eduardo Albuquerque
- Iyá Ògún Yemi - Magna Braga
- Bàbá Iroko - Rafael Pereira
- Bàbá Alaíyé Ìfà Sànyà - Alexandre Souza
- Iyá Èsùmarè - Rizoneide Machado
- Oduduwa Templo dos Orixás
- Templo de Orixá Ifá Aje
- Federação Uirapuru
- Coletivo das Yás do DF e Entorno
- Templo de Orixá ÈGBÉ ODE, Santo Antônio do Descoberto/GO
- Tenda Espírita Pai Benedito do Congo, no Gama/DF
- Ilê Mimó Serra Negra, no Santo Antônio do Descoberto/GO.
- Templo de Orixá Ile Ase Awo Yemi, em Olhos D’água/GO
- Templo de Orixá Ilê Axé Omo Araye, no Gama/DF
- Templo de Orixá Ilê Àse Fúnfún, em Taguatinga/DF
- Templo de Orixá Ile Mãe Terra, em Sobradinho/DF
JUSTIFICAÇÃO
A presente proposição tem por objetivo manifestar louvor a sacerdotes, sacerdotisas, lideranças religiosas, templos, casas, coletivos e entidades de matriz africana e do Culto Tradicional Iorubá do Distrito Federal e Entorno, reconhecendo a relevância de suas trajetórias e o notório alcance de seus serviços prestados à sociedade.
Mais do que espaços de expressão religiosa, essas comunidades representam centros vivos de resistência, preservação cultural e construção de identidade. Em um contexto historicamente marcado pela intolerância e pelo racismo religioso, as tradições de matriz africana mantêm-se firmes como expressão de ancestralidade, dignidade e afirmação de direitos, sustentadas pela força coletiva de seus praticantes.
Ao longo dos anos, sacerdotes, sacerdotisas e lideranças têm desempenhado papel fundamental na salvaguarda dos saberes tradicionais, transmitidos de geração em geração. Por meio dos rituais, da oralidade, da música, da dança e da convivência comunitária, essas práticas não apenas preservam a herança africana, mas também a atualizam, mantendo-a viva e pulsante no cotidiano do Distrito Federal e Entorno.
Importa destacar que tais iniciativas não ocorrem de forma isolada, mas se estruturam a partir de coletivos, casas, templos e instituições que, com responsabilidade e compromisso social, constroem diariamente espaços de pertencimento, respeito e inclusão. São trajetórias que revelam não apenas fé, mas também engajamento cívico e contribuição concreta para o convívio social harmonioso.
Homenagear essas lideranças e entidades é reconhecer que a diversidade religiosa e cultural do Distrito Federal é um patrimônio coletivo, cuja preservação depende do respeito, da visibilidade e do apoio institucional. É afirmar que a construção de uma sociedade plural passa necessariamente pelo reconhecimento das tradições que historicamente foram marginalizadas, mas que seguem fundamentais para a identidade brasileira.
Nesse sentido, a presente moção constitui-se como um ato de reconhecimento institucional e de valorização dessas trajetórias, celebrando o papel essencial que sacerdotes, sacerdotisas, lideranças, templos, casas, coletivos e entidades de matriz africana e do Culto Tradicional Iorubá desempenham na promoção da ancestralidade, da cultura, da liberdade religiosa e da convivência democrática no Distrito Federal e Entorno.
Sala das Sessões, em
Deputado max maciel