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DCL n° 250, de 13 de novembro de 2025 - Suplemento
Ata Sucinta Sessão Ordinária 99/2025
Ata de Sessão Plenária
3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA SUCINTA DA 99ª (NONAGÉSIMA NONA)
SESSÃO ORDINÁRIA,
EM 6 DE NOVEMBRO DE 2025
SÚMULA
PRESIDÊNCIA: Deputado Ricardo Vale
LOCAL: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
INÍCIO: 15 horas e 8 minutos
TÉRMINO: 15 horas e 9 minutos
Observação: A versão integral desta sessão encontra-se na ata circunstanciada.
1 ABERTURA
Presidente (Deputado Ricardo Vale)
– Declara aberta a sessão.
2 COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA
Presidente (Deputado Ricardo Vale)
– Informa que a presente sessão será destinada a debates, nos termos do comunicado publicado no DCL de hoje.
3 ENCERRAMENTO
Presidente (Deputado Ricardo Vale)
– Declara encerrada a presente sessão.
Observação: O registro de presença dos parlamentares está dispensado, conforme o disposto no art. 114, §§ 2º e 3º, do Regimento Interno da CLDF, e no art. 1º, § 1º, II, e no art. 3º, caput, do Ato da Mesa Diretora nº 49, de 2025.
Nos termos do art. 135, I, do Regimento Interno, lavro a presente ata.
TIAGO PEREIRA DOS SANTOS
Chefe do Setor de Ata e Súmula
| Documento assinado eletronicamente por TIAGO PEREIRA DOS SANTOS - Matr. 23056, Chefe do Setor de Ata e Súmula, em 10/11/2025, às 10:59, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |
DCL n° 250, de 13 de novembro de 2025 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 98/2025
Ata de Sessão Plenária
| 3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA ATA CIRCUNSTANCIADA DA DE 5 DE NOVEMBRO DE 2025. | |
| INÍCIO ÀS 15H01 | TÉRMINO ÀS 17H33 |
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Não há expediente sobre a mesa.
Gostaria de informar que, neste momento, os deputados estão em reunião com o secretário da Casa Civil, na sala ao lado.
Como não se verifica o quórum mínimo de presença, suspendo os trabalhos até que ele se complete.
(Os trabalhos são suspensos.)
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Reinicio os trabalhos. Está aberta a sessão.
Registro a presença dos estudantes e professores do Centro de Ensino Médio 404 de Santa Maria, que participam do programa Conhecendo o Parlamento, sob a coordenação da Escola do Legislativo.
Quem é o diretor? Michele. Parabéns, Michele.
Santa Maria é a cidade da nobre deputada Jaqueline Silva. Quem conhece a deputada Jaqueline Silva, levante a mão. Meu Deus, todo mundo. Jaqueline, você está poderosa, hein?
Também estão conosco os estudantes e professores do Centro de Ensino Médio 417 de Santa Maria. Quem é o diretor? Fernando. Ele não está.
Quero ver a empolgação dos alunos. Vamos lá. Escola 404 de Santa Maria! Escola 417 de Santa Maria!
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – A empolgação dos alunos da 417 foi um pouquinho mais forte.
Obrigado. Sejam bem-vindos a esta casa.
Dá-se início ao comunicado de líderes.
Concedo a palavra ao deputado Roosevelt Vilela.
DEPUTADO ROOSEVELT VILELA (PL. Como líder.) – Obrigado, presidente. Boa tarde aos nobres colegas parlamentares, à assessoria, à imprensa, aos 2 colégios de Santa Maria que estão aqui. Sejam bem-vindos à casa do povo.
Venho hoje à tribuna, presidente, para dizer que, dias atrás, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou ao Congresso Nacional o PLN nº 30. Nesse PLN consta a solicitação ao Congresso de autorização orçamentária para a concessão da recomposição salarial das forças de segurança do Distrito Federal.
Eu presenciei alguns parlamentares e algumas lideranças da esquerda agradecendo ao presidente Lula o encaminhamento, mas é importante pontuarmos tudo o que aconteceu.
Há mais de 1 ano, eu, o deputado Hermeto, o deputado Wellington Luiz e a deputada Doutora Jane travamos uma verdadeira saga em nível distrital para convencer o governo local a reconhecer a importância das forças de segurança e destinar os recursos do Fundo Constitucional para essas forças. Essa é a essência da criação do Fundo Constitucional, já que as forças de segurança estavam com uma defasagem muito grande. Para que todos tenham ideia, quando o Fundo Constitucional foi criado, 69% de seus recursos eram destinados às forças de segurança. Agora, esse percentual está em torno de 39%. Com o aumento, chegaremos próximos a 50%.
O governador Ibaneis Rocha reconheceu a importância das forças de segurança e encaminhou ao governo federal uma proposta de recomposição salarial de 37% de aumento, deputado Thiago Manzoni.
Ocorre que o governo federal, notavelmente, não gosta das forças de segurança, não gosta dos militares, não gosta das polícias. Cito como exemplo o episódio ocorrido no Rio de Janeiro, em que o governo federal não se furtou nem mediu palavras para proteger os traficantes combatidos. Ressalto que, apesar do descontentamento, entendo que a ação foi necessária, pois pais de família, profissionais, policiais estiveram envolvidos no combate, enquanto o presidente da República se solidarizava com os traficantes e com aqueles que destroçam famílias.
E não se trata de conjectura minha, não, deputado Thiago Manzoni e deputado Pastor Daniel de Castro. O próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, verbalizou no exterior para que o mundo todo escutasse que o traficante é a vítima do viciado. Isso é um absurdo! Isso é um exemplo clássico da inversão dos valores.
A vocês, jovens que estão na galeria deste plenário, digo que a droga é um suicídio. Você se suicida aos poucos. Além disso, é um suicídio coletivo, pois o jovem que cai no mundo das drogas não perde só sua vida. Junto com a vida dele vai também a vida dos seus pais, dos seus irmãos, das pessoas que o amam. As drogas destroçam famílias. Não tenho a menor dúvida de que todos os senhores, as senhoras e os alunos aqui presentes conhecem um caso na família ou no ciclo de amizades de alguém que perdeu a vida para a droga.
Vergonhosamente, vemos o nosso presidente defender o tráfico e o Comando Vermelho. Contudo, nesta casa, deputados como o deputado Thiago Manzoni, o deputado Pastor Daniel de Castro e eu vamos combater isso e trazer a verdade à tona.
Retomando o assunto, o presidente encaminhou o PLN nº 30, que trata exclusivamente de autorização orçamentária para conceder o aumento. No entanto, o governo federal desvirtuou toda a vontade do governador Ibaneis, alterou os percentuais e não respeitou bombeiros, policiais civis e policiais militares.
O PLN está no Congresso Nacional. Após a aprovação desse PLN, o presidente da República poderá, de fato, encaminhar o projeto de concessão da recomposição salarial. Nós torcemos para que isso ocorra antes de dezembro. Peço aos deputados da esquerda, especialmente os do PT, que se empenhem no Congresso Nacional e na Presidência da República, pois o projeto está tramitando há mais de 1 ano e meio no governo federal e não sai do lugar. Somente assim vossas excelências poderão subir a esta tribuna para comemorar e agradecer ao presidente dos senhores, porque até então ele só está tentando atrapalhar.
Presidente, eu queria destacar esses pontos e afirmar que os verdadeiros heróis que merecem nosso respeito são os parlamentares da área de segurança desta casa; o governador Ibaneis Rocha, que reconheceu as forças de segurança; o secretário de segurança; os comandantes – a comandante Ana Paula, na Polícia Militar, e o coronel Barcelos, no Corpo de Bombeiros – e o diretor-geral da Polícia Civil, doutor Eric; além de cada policial militar, cada policial civil e cada bombeiro, que dedicam suas vidas diuturnamente para defender nossa sociedade.
Brasília ainda é uma cidade segura. Se não houver políticas públicas voltadas para a manutenção da segurança e da tranquilidade, estaremos expostos a riscos. Uma dessas políticas consiste em ofertar educação de qualidade; outra é o fortalecimento da segurança pública, para que haja o combate ao crime organizado, que, infelizmente, já é uma realidade na nossa cidade.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Obrigado, deputado Roosevelt Vilela.
DEPUTADA JAQUELINE SILVA (MDB) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Concedo a palavra.
DEPUTADA JAQUELINE SILVA (MDB) – Presidente deputado Pastor Daniel de Castro, quero aproveitar a oportunidade para agradecer a presença dos nossos alunos das escolas de Santa Maria CEM 404, 417 e 416. Um grande abraço para todos vocês. É um prazer poder recebê-los nesta casa, que, como sempre dizemos, é a casa do povo. Vocês estão aqui de forma muito especial, até porque temos grandes projetos sendo realizados por meio de vocês.
Minha gratidão pela presença de vocês. Voltem mais vezes! Espero, muito em breve, vê-los não apenas no plenário conosco, mas também – quem sabe – como deputados e deputadas representando nossa cidade e o nosso Distrito Federal.
Que Deus abençoe vocês! (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Obrigado aos estudantes, aos professores e aos diretores. Um beijo no coração. Vão com Deus!
Concedo a palavra ao deputado Eduardo Pedrosa. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Senhor presidente, senhoras e senhores deputados, há algumas coisas aqui nesta casa, Willemann, que são muito interessantes e até engraçadas.
O deputado que me antecedeu, que é líder do PL, na época do governo Rollemberg, era filiado ao PSB e apoiava integralmente aquele governo. Eu pergunto a esse deputado: qual foi o reajuste dado às forças de segurança durante o governo Rollemberg? Ele era do PSB, apoiador do Rollemberg.
Quem foi que concedeu o maior reajuste às forças de segurança do Distrito Federal? Foi o governo Lula quando o governador era José Roberto Arruda: 64%, dado de uma só vez! Durante o governo do Capitão Capiroto, Jair Bolsonaro, de quem o deputado que me antecedeu é apoiador...
Ele está dizendo que estou quebrando o decoro. Que entre na comissão de ética!
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Vamos deixar o deputado Chico Vigilante falar.
Pode prosseguir, deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Qual foi o reajuste concedido durante os 4 anos de governo do Capiroto? Nenhum centavo. O secretário da Presidência da República à época era um coronel da Polícia Militar do Distrito Federal, que hoje está no Tribunal de Contas. Não deram um centavo de reajuste, nenhum, em 4 anos. A Polícia Militar, a Polícia Civil ou o Corpo de Bombeiros não tiveram um centavo de aumento.
Agora, o governo do presidente Lula, conforme está na Constituição, que diz que compete à União organizar e manter a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil do Distrito Federal, está cumprindo essa obrigação. As forças de segurança do Distrito Federal vão receber o segundo aumento dado em 3 anos de governo do presidente Lula. Mas é mal-agradecida e vem aqui distorcer as coisas. Foi o governo que mais equipou as polícias.
Portanto, essa falácia de que a esquerda é contra a polícia é mentira. A esquerda é contra a barbárie. Verifiquem as ações realizadas, hoje, pela Polícia Federal: apenas nestes 3 anos de governo do presidente Lula, R$80 bilhões foram bloqueados do crime organizado no Brasil. Hoje mesmo, operações da Polícia Civil da Bahia e do Piauí estão combatendo o Comando Vermelho. Esse é o governo que efetivamente trata as forças policiais com decência.
Eu quero falar sobre um segundo ponto importante também. Vocês viram – vocês que estão assistindo a esta sessão – que a secretaria que cuida do sistema dos presídios do Distrito Federal virou advogada do Capiroto? Pela Papuda, já passaram senador, deputado federal, deputado distrital, mas eles nunca se preocuparam se a Papuda estava à altura para receber aqueles presos. Há 17 mil presos lá, e eu pergunto: em algum momento, perguntaram ao preso se ele era diabético, o que ele tinha, se ele podia estar encarcerado? Agora estão dizendo que o Capiroto não pode ser encarcerado porque está doente. Essa é uma questão que não cabe à secretaria; cabe à doutora Leila Cury, que é da Vara de Execuções Penais, dizer se o preso pode ou não ficar na Papuda.
Portanto, é uma vergonha que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal tenha virado advogada do Capiroto. Repudio essa atitude, porque cabe aos advogados do Capiroto – e não à secretaria – dizer se há ou não condição de a Papuda recebê-lo. Cabe à doutora Leila Cury dizer se a Papuda pode ou não o receber, e não à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal.
Obrigado.
(Assume a presidência o deputado Thiago Manzoni.)
PRESIDENTE DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Assumo a presidência.
Na medida em que só posso responder às asseverações feitas pelo deputado Chico Vigilante quando eu for participar do comunicado de parlamentares, dou continuidade ao comunicado de líderes.
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (Bloco A Força da Família. Como líder.) – Obrigado, presidente. Cumprimento vossa excelência, o deputado Chico Vigilante, o deputado Roosevelt Vilela, o deputado Eduardo Pedrosa, o deputado Max Maciel, os demais deputados e deputadas, e os que assistem a esta sessão pela TV Câmara Distrital e pelas redes desta casa.
Eu quero começar o discurso desta tarde agradecendo a honrosa visita do pastor José Pereira no meu gabinete hoje. Ele veio ao meu gabinete apenas para agradecer e trazer uma pequena lembrança pela passagem do meu aniversário, e trouxe uma bênção de Deus para a minha vida. Ele usou um texto, que eu quero usá-lo para Brasília, até em homenagem a ele.
Números, capítulo 6, versículo 24 da Bíblia Sagrada diz: “O senhor te abençoe e te guarde; o senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz.”
Ele veio falar: “Eu vim trazer uma palavra de Deus para você, para que Deus o guarde.” Eu falei: “Pastor, então é de Deus mesmo! Pensa em alguém que precisa ser guardado – sou eu.”
Nesta casa, nós fazemos alguns enfrentamentos, e eles ficam no limite do parlamento e das ideias. Eu entendo que não pode passar para o campo das agressões. Como falei que eu não ia mais pedir à Polícia Legislativa que me acompanhasse – porque creio no Deus que eu sirvo –, não o farei. Mas é assustador, presidente – e quero que fique registrado: Deus me livre acontecer qualquer coisa –, esta casa sabe o nível de ameaça que eu recebo no meu zap. É assustador. Se fosse passar para a Copol chamar cada um...
Só que, quando fazem as ameaças, eu costumo acessar as páginas sociais e todas são vinculadas à esquerda. É só acessar o Instagram que se vê. Eles partem para o ataque e me chamam de bandido, de vagabundo – algo que eu nunca fui e nunca serei, pelo meu compromisso com Deus. Eu fico assustado, deputado Roosevelt Vilela, como são agressivas essas pessoas que vão às nossas páginas, às nossas redes, porque elas não suportam o contraditório.
Não há – e nem é crível – uma voz, de quem quer que seja da esquerda, que venha e assuma a tribuna, traga as suas falas... Eu respeito, pois este é o parlamento. Como parlamentares, nós precisamos respeitar qualquer um que venha aqui e fale. E mais: o deputado é imune em quaisquer dos seus atos, palavras, votos.
Isso é absoluto, é a literalidade do texto constitucional! O Supremo Tribunal Federal é que relativiza isso, mas nós somos imunes em quaisquer de nossos atos, palavras e votos. Isso é absoluto! Inventam que é relativo, porque querem. Mas, lendo o texto, advogado como vossa excelência é e eu também, qual é a margem de interpretação do texto? Nós respeitamos, mas não podemos aceitar aquelas falas como narrativas absolutas.
Dessa forma, é preciso haver alguém que tenha coragem de rebater. Eu tenho dito aqui – como vossas excelências – que eu vou destruir toda a narrativa da esquerda que vier aqui. Começo com uma, qual seja, eles são contra a investigação das organizações criminosas. Querem ver? Quem não assinou a CPI que investigará as facções criminosas e o crime organizado no Brasil? Eu vou dar o nome: PT, PSOL e PCdoB. Não há uma assinatura deles lá! Farão a eleição do presidente e do relator, quem é o presidente? O senador do PT! Quem é o relator? Também da esquerda! Não lembro o nome, mas é da esquerda! Então, eles são contra, mas eles roubaram a CPI. Para quê? Para pizzaria! Eu duvido, Brasília, Brasil, com d maiúsculo, que haverá o resultado verdadeiro e correto que a população está esperando. Não haverá! Por que não vai haver? Porque esse governo que está aí não aceitou que as organizações criminosas fossem enquadradas na lei de terrorismo. Não aceitou! Esse governo que está aí recebeu a dama do tráfico que foi buscada no Peru com avião da FAB – dinheiro público!
Ah, eu me assusto e tenho que me aguentar aqui para não falar besteira e para não responder! Mas como o Supremo Tribunal Federal é tão célere para determinadas coisas, presidente! O governador Cláudio Castro empreendeu uma operação contra o tráfico. Aliás, contra o Comando Vermelho, PCC, organização criminosa, terrorista! No outro dia, o ministro Alexandre de Moraes avoca a ADPF das facções para ele e dá 24 horas para um governador de estado, eleito pela soberania do voto popular, se manifestar.
Já se passaram 3 meses do assalto aos velhinhos. Vocês não viram a Polícia Federal na casa de um presidente dessas instituições que roubaram os nossos velhinhos! Vocês não viram o Supremo Tribunal Federal... Aliás, pelo contrário, ele está dando habeas corpus para o criminoso ir lá e ficar calado.
São 2 pesos e 2 medidas. Muitas vezes, esse peso e medida são favoráveis aos criminosos, aos bandidos, aos assaltantes deste país e – o pior de tudo – àqueles que têm coragem de assaltar os nossos velhinhos, aposentados, que contribuíram 30 anos da sua vida para essa nação e que merecem respeito, dignidade, tratamento e mais do que isso: cuidado.
É assustador como vemos essa justiça! É a mesma justiça que antes de um processo transitado em julgado colocou cautelar no presidente Jair Messias Bolsonaro sem haver crime. Eles foram fazendo isso a conta-gotas e a sociedade parece que não está mais sentindo – claro, aí eu posso falar porque milito no direito criminal. Estrategicamente, parece que foram fazendo as coisas para a sociedade não sentir, porque, se prendem o Bolsonaro de uma vez, haveria uma revolução nesta nação por uma prisão injusta – apesar de que isso já não mexe com quase ninguém. Mas foi cautelar, prisão domiciliar e agora a prisão efetiva com o trânsito em julgado da ação que está no Supremo Tribunal Federal.
Presidente, dizem que já foram à Papuda escolher a cela onde o presidente ficará.
É isto que acontece: 2 pesos e 2 medidas. Aí, o cidadão vai depor, exerce o direito de ficar calado naquilo que é o limite constitucional que o Supremo Tribunal Federal deu, mas outras coisas ele teria que falar. Mentiu. O que aconteceu? Voz de prisão. Ele saiu preso. Na mesma hora, ele entra com uma ação no Supremo e o Supremo lhe dá o habeas corpus. Ele está livre. Não está preso. Paga uma fiança. O cara roubou R$200 milhões, R$300 milhões, R$400 milhões, R$500 milhões, R$1 bilhão; aí, pode ser dada a ele uma fiança de R$100 mil, R$200 mil. Isso é fichinha para ele. Ele paga e, no outro dia, está solto, escarnecendo na cara da população brasileira.
Infelizmente, é o que vivemos nesta nação: 2 pesos e 2 medidas. Mas o peso da imputação e da perseguição é sempre em cima da direita.
Obrigado, presidente.
DEPUTADO ROOSEVELT VILELA (PL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Concedo a palavra.
DEPUTADO ROOSEVELT VILELA (PL) – Gostaria de esclarecer que faço críticas ao governo federal e ao presidente atual a todo momento, mas sempre o trato de forma respeitosa. Nenhum dos senhores nunca me viu tratar ninguém de forma jocosa. É muito importante estabelecermos uma postura de respeito. Nós parlamentares temos direito à fala, mas é importante saber que, nesta casa, a tribuna é um ambiente sagrado.
Presidente, eu gostaria de solicitar que a minha fala seja divulgada nos meios de comunicação desta casa. Vemos, reiteradas vezes, presidente, que a comunicação da Câmara Legislativa é tendenciosa e tem partido. Então, gostaria de deixar isso registrado em ata e solicitar ao setor de comunicação desta casa que minha fala seja registrada na TV Câmara Distrital e no site da Câmara Legislativa. Inclusive, fiz isso por escrito, com representação à Mesa Diretora. Vossa excelência, inclusive, assinou também, bem como o deputado Pastor Daniel de Castro e o deputado João Cardoso.
PRESIDENTE DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – E ainda aguardamos a resposta da Mesa Diretora em relação àquele pleito.
Deputado, o seu pedido está registrado. Peço que a equipe da Mesa proceda ao encaminhamento feito pelo deputado Roosevelt Vilela e a comunicação aja da forma como os normativos da casa determinarem.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Eu poderia falar sobre a conjuntura nacional e adoraria dialogar e debater com os senhores sobre isso. Acontece que vemos de tudo no nosso aparelho celular e nas redes sociais: denúncias, reclamações. E aqui há uma denúncia sobre a qual acredito que esta casa deveria se debruçar com muito mais fôlego e dedicação.
Neste exato momento, recebi um vídeo da ala do pronto-socorro do Hospital Regional de Taguatinga. Não há ortopedista e está faltando cirurgião geral. Uma paciente está há 41 dias aguardando a cirurgia e não aguentou. Hoje de manhã, ela resolveu fazer uma reclamação e, obviamente, pelo desespero de não conseguir resposta, pela ausência de atenção, começou a fazer um motim dentro daquela área. A Polícia Militar foi acionada e levou para a delegacia a paciente que há 41 dias estava aguardando uma cirurgia.
Não é culpa dos superintendentes das regiões ou dos médicos que estão lá. Ocorre o mesmo no Hospital Regional de Ceilândia. A ginecologia só atende com porta restrita – isso é uma denúncia do Conselho de Saúde de Ceilândia – laranja e vermelha, porque estão faltando profissionais médicos. Quem dirige os hospitais hoje dirige com a faca no pescoço, porque faltam profissionais. A ala do pronto-socorro parece um campo de guerra, com a equipe técnica de enfermagem, com os técnicos de enfermagem e com os médicos tentando fazer o possível e o impossível para atenderem essa população.
E sabem onde está o problema? Na gestão, mas não só dos hospitais, na gestão do Governo do Distrito Federal. Enquanto nós estamos assistindo aos pacientes lutando por atendimento, com brigas internas para chamar atenção para suas dores, o governo apresenta uma lei de orçamento para o ano que vem tirando R$1,1 bilhão da saúde. Isso é uma vergonha, governador do Distrito Federal! É uma vergonha que neste momento na sua cidade existam pessoas que não conseguem fazer uma cirurgia, e o anúncio que você faz para o orçamento do ano que vem é retirar R$1,1 bilhão da saúde!
Deputado Pastor Daniel de Castro, nós mandamos para a Superintendência Sudoeste, com um diálogo bem franco com o doutor André Luiz, que agora assumiu, e que estava na superintendência... Eu falei aqui agora: o problema não são os superintendentes. Eles estão gerindo os hospitais e as redes com o que conseguem fazer – e, olha, está difícil fazer sem recursos humanos.
Acabei de fazer hoje uma visita ao HRAN. Fomos acompanhar os remédios e os insumos que conseguimos comprar com as emendas do PDPAS, mas todo o dinheiro de orçamento que a Câmara Legislativa, por meio das emendas, coloca é uma gota no oceano. Está faltando mão de obra, faltando profissionais, e não vamos resolver isso com emendas. Vamos resolver com gestão, com concurso público, com valorização profissional, pagando igual ao que estamos pagando ao IGESDF, porque é a mesma fonte. Como é que pagamos para um médico do IGESDF um valor e pagamos para o da rede um valor menor, sendo que é a mesma fonte de recursos? “Ah, mas ali é regime estatutário, o outro é por uma entidade...” Não é possível! O problema não é financeiro. Dinheiro nós temos, bilhões de reais. O problema é que há muitos contratos sem licitação, ainda em contrato emergencial, com preço superfaturado. Isso tudo está denunciado: Ministério Público, Tribunal de Contas, por esta casa, permanentemente.
Então, meus amigos, colegas parlamentares, precisamos fazer uma força-tarefa para a saúde do Distrito Federal. O que eu falo para o paciente que me mandou um vídeo e que aguarda cirurgia, mas não há ortopedia nem cirurgia geral? Vou brigar com o médico que está lá atendendo? Se eu for lá e brigar, é capaz de ele dizer: “Então está aqui o meu crachá, você assuma e faça a cirurgia, porque eu não estou dando conta”. E há o detalhe de que estamos falando de um governo que não assumiu ontem – para colocar a culpa no governo anterior –, mas que já está há 7 anos à frente do GDF e não conseguiu resolver essa problemática.
Então, fica aqui o nosso repúdio e nossa solidariedade a todos os pacientes. Vamos continuar visitando os hospitais para levar nossos recursos e, principalmente, para cobrar que o Governo do Distrito Federal faça o que deve ser feito: garantir que os profissionais atendam a população com qualidade e eficiência e que também tenham qualidade e condições de trabalho.
Obrigado, presidente.
(Assume a presidência o deputado Pastor Daniel de Castro.)
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Não havendo mais nenhum líder para fazer uso da palavra, encerro o comunicado de líderes.
Dá-se início ao comunicado de parlamentares.
Concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para comunicado.) – Boa tarde, presidente. Boa tarde a todos que ainda permanecem aqui. É sempre uma honra vir a esta tribuna.
Inicio fazendo um apontamento. Todas as vezes que o deputado Chico Vigilante se refere ao presidente Bolsonaro, ele o chama de Capiroto. “Capiroto” é uma alusão clara a um demônio, e ele fala isso abertamente há meses aqui. Muitas vezes já falou isso. A esquerda pode falar o que quiser, sem necessidade de comprovação. Pode xingar, pode ofender, pode inventar mentira, pode atribuir apelido pejorativo, pode fazer o que quiser. Nunca será punida ou responsabilizada pelo que fala. Mas, se um parlamentar vier a esta tribuna e, eventualmente, chamar o atual presidente da República de ladrão, certamente responderá por essa palavra – como aconteceu, por exemplo, com o deputado federal Nikolas Ferreira, que responde criminalmente por ter chamado o Lula de ladrão.
Vivemos hoje em um país em que a batalha política e a batalha no campo das ideias são absolutamente assimétricas, porque só um lado tem liberdade total de se expressar. O outro lado é completamente tolhido no seu direito de falar e de expor até mesmo a verdade. Veja: há gente respondendo criminalmente por ter chamado o Lula de ex-presidiário; respondendo criminalmente por ter chamado o Lula de ex-presidiário, depois de ele ter ficado preso por mais de 500 dias. Como pode isso?
O silenciamento da direita é um silenciamento que se dá pelo medo e pela coação. O que fazem com o Bolsonaro hoje... Bolsonaro hoje está há 93 dias censurado e preso injustamente. Nada justifica a prisão cautelar dele. Ele foi preso por causa de um inquérito do qual não houve a decorrente denúncia contra ele. O inquérito já acabou, e as pessoas que tinham de ser denunciadas já foram denunciadas. Ele não foi denunciado, mas a prisão cautelar foi mantida. Que absurdo!
Ele não pode usar as redes sociais, não pode falar, não pode mais expressar suas ideias, não pode sequer falar com um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro. O maior líder da direita no Brasil se encontra hoje nessa situação. E o maior poder que um político tem é a voz. O maior poder que um político tem é o de expressar as suas ideias e foi assim que o Bolsonaro mudou a história recente do Brasil. Ao expressar suas ideias livremente, por meio das redes sociais, ele transformou a política do Brasil e se tornou o maior líder político do país.
Perseguiram-no de todo jeito. Havia inquérito contra ele por causa do cartão de vacina, inquérito porque importunou a baleia, inquérito por tudo quanto é motivo. Até disseram que ele tinha roubado os móveis do palácio quando saiu. As joias, tudo. Nenhum desses inquéritos vingou. Absolutamente nenhum. Nenhum! E o povo continua com Bolsonaro.
Era necessário calar a voz dele. Era necessário retirá-lo da cena política do Brasil. Tentaram a inelegibilidade dele. Tornaram-no inelegível porque ele fez reunião com embaixadores e porque subiu em um trio elétrico. Nenhum dos 2 motivos se sustentam juridicamente. Mas a inelegibilidade não foi suficiente para retirá-lo do cenário político, porque o povo continua com ele. Então, era necessário calá-lo. E fizeram isso cautelarmente, com medidas impostas contra ele que precisaram ser explicadas, porque a decisão foi mal redigida e não dava para interpretar o que ele podia e o que ele não podia fazer. A explicação, que veio na decisão dos embargos de declaração, foi pior do que a primeira decisão. E ele foi proibido totalmente de usar as suas redes sociais porque terceiros usaram a imagem dele. Imaginem isso em um país que se diz democrático! Outras pessoas usaram a imagem dele em redes sociais, e ele foi proibido de usar as suas próprias redes.
É a tentativa de calar a direita. É a tentativa de calar o maior líder da direita. Mas não foi suficiente, porque o povo continua com ele.
E agora ele está, há 93 dias, preso injustamente, proibido de falar, com a sua voz calada. É difícil imaginar uma injustiça maior. É difícil conceber uma injustiça maior em um país que se intitula democrático.
Fizeram tudo isso com Bolsonaro e, mesmo assim, ele continua sendo o centro das atenções. Se abrirmos agora os veículos de comunicação – os maiores e mais acessados sites do Brasil –, veremos que Bolsonaro ainda é a maior notícia do país. E ele está há 93 dias preso injustamente. Os deputados do PT vêm a esta tribuna e o único assunto que têm é Bolsonaro, o que significa dizer que a liderança dele não morreu e não vai morrer. Diferentemente da esquerda, ele formou líderes em todo o Brasil. Ainda que a injustiça contra ele permaneça – o que espero que não aconteça – e ele esteja inelegível em 2026, outras lideranças surgirão em todo o Brasil para concorrer aos cargos de deputado federal, senador, governador de estado. Se a injustiça permanecer, aquele que Bolsonaro decidir que deve ser o candidato da direita eu não tenho dúvida nenhuma de que todo o povo brasileiro que tem Bolsonaro como líder vai apoiar. O resultado disso é que, em 2026, a direita bolsonarista vencerá novamente as eleições, e nós vamos endireitar o Brasil, recolocando-o nos trilhos.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Obrigado, deputado Thiago Manzoni. Convido vossa excelência a assumir a presidência, para que eu também possa falar no comunicado de parlamentares.
(Assume a presidência o deputado Thiago Manzoni.)
PRESIDENTE DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Sobre a mesa, expediente que será lido por mim.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Dando continuidade ao comunicado de parlamentares, concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Para comunicado.) – Obrigado, presidente. Quero seguir a linha da fala de vossa excelência, porque, se a esquerda só usa o parlamento e a tribuna para falar de Bolsonaro, muito mais moral e legitimidade temos nós que somos bolsonaristas.
O cenário é extremamente ruim, porque foi preparado para tirar o presidente Bolsonaro do jogo. O presidente já ganharia a eleição em 2022, e eu não tenho dúvida disso. Mas os milagres aconteceram, e o condenado foi descondenado. E aí não há crime em alguém falar ex-presidiário ou ex-condenado, porque é a história, é a verdade: 10 juízes, 3 instâncias, condenação por unanimidade, 590 dias de cadeia. Ex-condenado, ex-presidiário é o que ele é. E, diga-se de passagem, foi delatado pelos seus amigos – não foi por ninguém da direita, foi por tesoureiros do PT, por donos de empreiteiras. Porém, aprouve ao destino que acontecesse um milagre: ele foi descondenado e, hoje, ocupa a presidência da República. Portanto, não é crime falar isso, porque é história. Criminalizar quem fala não é difícil, mas a história ninguém apaga – não é, presidente?
E o pior de tudo isso é que o sistema é este: aqueles que outrora eram bandidos, estavam presos, inelegíveis – pasme, presidente deputado Thiago Manzoni –, em 2026 vão poder disputar a eleição. Um era tesoureiro e está fazendo campanha para deputado federal. Outro era ministro de Estado e está fazendo campanha para deputado federal. Há gente que tem 400 anos de cadeia nas costas e vai ser candidato a deputado federal.
Analisando esse cenário, imagino eu, presidente, que Bolsonaro ficará fora do páreo, mas esse não é o meu desejo; por mim, ele é o candidato. Já quero antecipar o meu voto, porque ele é livre. Podem fazer o que quiserem com Bolsonaro, mas, particularmente, o meu voto continua sendo dele ou de quem ele indicar. Quem ele escolher será a pessoa a quem eu, deputado Pastor Daniel de Castro, darei meu voto de confiança, porque não abriremos mão de tirar o governo que está sentado na presidência e devolver o governo à direita, para que voltem os valores da família, os valores tradicionais, os marcos antigos que são caros e não podem ser removidos.
Caminhando para o final, presidente, quero falar de uma matéria que me assusta e que está publicada no G1 hoje: “Governo do DF pede a Moraes para avaliar se Bolsonaro tem condições de ficar na Papuda”.
Vou ler a matéria. O governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, Seape-DF, solicitou que o ex-presidente Jair Bolsonaro passe por uma avaliação médica para verificar a compatibilidade de cumprir eventual prisão no Complexo Penitenciário da Papuda. “Solicita-se que o apenado Jair Messias Bolsonaro seja submetido à avaliação médica por equipe especializada, a fim de que seja realizada a avaliação de seu quadro clínico e de sua compatibilidade com assistência médica e nutricional disponibilizada nos estabelecimentos prisionais desta capital da República.”, diz o documento. O ofício foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre Moraes e é assinado pelo secretário da Seape-DF, Wenderson Souza e Teles.
Há um porquê, presidente. Houve um certo critério cuidadoso e parabenizo o secretário por isso. O pedido é justificado pela proximidade do julgamento dos recursos da ação penal da trama golpista – que não existiu – e pela possibilidade de um ou mais réus serem recolhidos ao sistema penitenciário do Distrito Federal.
No documento, Teles também ressalta – o que é um olhar humano, já prevendo a condição médica de Bolsonaro – as cirurgias abdominais realizadas pelo ex-presidente nos últimos anos.
Por que eu estou lendo isso? Porque esse texto mostra a sensibilidade de um secretário, coisa que um julgador, um ministro precisa ter também.
Li algo esta semana, e não o estou levantando como verdade absoluta, porque não aconteceu, mas – quem sabe? – pode não acontecer. Tudo indica que o Supremo já andou analisando – foi o que eu li esses dias na imprensa – a cela em que ele ficaria no sistema prisional de Brasília.
O secretário, com um olhar humano, já pede avaliação disso. Por quê? Porque ele sabe que, se o presidente for preso na Papuda... Todo mundo sabe as condições debilitadas da facada que ele tomou de um bandido patrocinado por alguém – e até hoje não acharam esse alguém. Acham tudo nessa história. No Brasil, o Supremo consegue achar tudo, a Polícia Federal consegue achar tudo, mas não acharam o mandante do assassinato do presidente Bolsonaro por meio daquele “lobo solitário”, Adélio – do PSOL, diga-se de passagem –, que tentou matar o presidente. Foi uma facada encomendada. Não matou o presidente, porque aprouve Deus colocar a mão, mas, desde então, ele tem uma saúde extremamente debilitada. Presidente deputado Thiago Manzoni, neste momento, imagino que, se o presidente for para a Papuda, essas condições possam se agravar e ele morrer na mão do Estado – mais uma morte na mão do Estado, como foi o Clezão.
Então, quando leio uma matéria dessa, eu me solidarizo com o presidente Bolsonaro, mas também com o nosso secretário, que, humanamente, está antecipando as possibilidades. É claro, não estou decidindo, pode ser que o ministro Alexandre de Moraes, imbuído no seu valor de altruísmo social, humanitário, possa entender que o presidente não tem condições de ir para um sistema carcerário e, quem sabe, possa dar a ele prisão domiciliar – como deu para o Cabral, como deu para tantos outros que têm crimes reiteradamente.
Vossa excelência bem elencou todos os processos a que nosso presidente Jair Messias Bolsonaro responde e dos quais foi inocentado, porque não houve nem ação penal. A própria Procuradoria-Geral da República pugnou pela extinção do processo, mas não teve a capacidade de pedir a soltura do presidente, nem a retirada das cautelares que foram a ele impostas. Infelizmente, esse é o sistema judicante que nós temos.
Peço a Deus que cuide da vida do nosso presidente Bolsonaro e que o livre e o guarde. Caso aconteça essa prisão, podem ter certeza de que eu serei um dos admiradores e votantes do presidente Bolsonaro. Sem dúvida nenhuma, por um bom tempo, estarei lá prestando minhas homenagens a ele, colocando faixas, assim como fizeram para o Lula na Polícia Federal no Paraná. Apoiaram o presidente Lula mesmo com crimes cometidos. Bolsonaro, não. Se ele vier para cá, nós estaremos com ele, seja na Papuda, seja na sua casa, seja onde for.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Obrigado, deputado Pastor Daniel de Castro.
(Assume a presidência o deputado Pastor Daniel de Castro.)
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – É muito breve, é só porque eu comecei o meu discurso anterior falando sobre a forma extremamente degradante com que um deputado do PT se refere ao presidente Bolsonaro, chamando-o de Capiroto.
Eu li algumas notícias e a primeira delas dizia que o PT, cujo maior líder é o Lula, quer diminuir – diminuir – a pena para traficantes de drogas, para faccionados. Antes, a pena era de 3 a 10 anos; agora, a pena mínima seria reduzida para 1 ano e 8 meses. Eles fingem que vão aumentar, mas criaram um outro tipo penal mais brando em que é possível enquadrar todo mundo, cuja pena mínima foi diminuída para 1 ano e 8 meses. Quem é que inferniza a vida do cidadão brasileiro? Não são essas organizações criminosas? Quem defende essas organizações criminosas é o quê?
Pois bem. Qual é o partido que não quer que essas organizações criminosas sejam qualificadas como organizações terroristas? O PT. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann – que, se não me engano, naquela planilha de propina da Odebrecht, tinha o apelido de Amante –, declarou publicamente que o PT é contra equiparar essas organizações criminosas a terroristas. Quem inferniza a vida da população não são essas organizações? Quem defende essas organizações e não quer que elas sejam consideradas terroristas é o quê? É o quê?
Por fim, eu vi um discurso do Nicolás Maduro, cujo país – a Venezuela – está sendo alvo de ações dos Estados Unidos, que vão combater o narcotráfico dentro da Venezuela. Para a minha surpresa, adivinhem a quem ele estava agradecendo? Ele estava agradecendo ao presidente Lula da Silva. Eu vou colocar a gravação para que todos ouçam.
(Apresentação de áudio pelo celular.)
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Eu não preciso falar mais nada. Eu não preciso falar mais nada.
Eu gostaria só de compartilhar essas notícias, porque isso mostra muito bem quem está do lado certo e quem está do lado errado; quem age para proteger o povo e quem age para proteger bandido. As notícias falam por si só.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Obrigado, deputado Thiago Manzoni.
Encerro o comunicado de parlamentares.
Sobre a mesa, expediente que será lido por mim.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Dá-se início à ordem do dia.
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos conforme informados pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Siglas com ocorrência neste evento:
ADPF – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
Copol – Coordenadoria de Polícia Legislativa
FAB – Força Aérea Brasileira
GDF – Governo do Distrito Federal
HRAN – Hospital Regional de Asa Norte
IGESDF – Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal
PDPAS – Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde
PLN – Projeto de Lei do Congresso Nacional
Seape-DF – Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
| Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do Setor de Registro e Redação Legislativa, em 11/11/2025, às 11:52, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |
DCL n° 250, de 13 de novembro de 2025
Extratos - CLDF - Saúde 1/2025
Extrato de Termo de Credenciamento
Brasília, 06 de novembro de 2025.
Processo SEI n.º 00001-00044849/2025-23. Contrato nº 96/2025, firmado entre: Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara Legislativa do Distrito Federal – FASCAL e a PREODONTO PREVENCAO REABILITACAO E ESTETICA ODONTOLOGICA LTDA, CNPJ: 04.266.309/0001-89. Vigência: 60 (sessenta) meses, a contar da data da publicação do Extrato deste Termo de Credenciamento no Diário Oficial do Distrito Federal - DODF. Objeto: prestação de serviços odontológicos. Recursos: Fonte (100); Elemento de Despesa (3390-39). Nota de Empenho N° 2025NE02447; Valor da Nota de Empenho: R$ 100,00 (cem reais). Datada de 04/11/2025; Legislação: Lei 14.133/2021 e alterações. Partes: pelo FASCAL, Sr. Geovane de Freitas Oliveira e pela Credenciada, Sr(a). Cláudio Luís Alves Melken.
| Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Diretor(a) do Fascal, em 11/11/2025, às 14:14, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |
DCL n° 250, de 13 de novembro de 2025 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 99/2025
Ata de Sessão Plenária
| 3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA ATA CIRCUNSTANCIADA DA DE 6 DE NOVEMBRO DE 2025. | |
| INÍCIO ÀS 15H08 | TÉRMINO ÀS 15H09 |
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Está aberta a sessão.
Em virtude da não publicação prévia da ordem do dia para a data de hoje, a sessão ordinária se converte em sessão de debates, conforme art. 114, §§ 2º e 3⁰, do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal e nos termos do comunicado publicado no Diário da Câmara Legislativa de hoje. Portanto, não haverá deliberação de proposições.
Dá-se início ao comunicado de líderes.
Não há nenhum orador presente.
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos conforme informados pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
| Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do Setor de Registro e Redação Legislativa, em 11/11/2025, às 11:53, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |