Comissão internacional discute atuação do Estado na saúde pública
Comissão internacional discute atuação do Estado na saúde pública

O enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis por parte do Estados foi o foco da reunião da Comissão de Saúde e Previdência Social da Confederação Parlamentar das Américas (Copa), na manhã desta terça-feira (15), durante a 12ª assembleia geral da entidade. Além de tratarem das ações preventivas para aquelas enfermidades, os parlamentares de vários países americanos presentes ao auditório da Câmara Legislativa também debateram saneamento básico e políticas voltadas para a redução dos índices de mortalidade materna.
Em sua exposição, o deputado estadual Volnei Morastoni (PT/SC) avaliou o impacto do tratamento de doenças crônicas no sistema de saúde pública do Brasil. "Câncer, diabetes e doenças cardiovasculares e respiratórias representam 75% do gasto com saúde pública", afirmou. Volnei defendeu que o tema seja incluído nas agendas legislativas e cobrou que os países executem planos nacionais de enfrentamento e monitoramento. "Esta Comissão de Saúde e Previdência Social vai produzir um documento sobre a situação em cada país para subsidiar o trabalho dos parlamentares", acrescentou o parlamentar.
Alicia Gutierrez, deputada da província de Santa Fé, na Argentina, apontou em seu pronunciamento o paradoxo do acesso à água na América do Sul. "Temos 33% dos recursos hídricos do mundo, mas ele não está acessível de forma adequada a boa parte da população, o que repercute em vidas humanas perdidas e recursos públicos e privados gastos no tratamento de doenças", observou a deputada argentina. A parlamentar defendeu o acesso a água potável como um tema prioritário e disse que os mais afetados por doenças de veiculação hídrica são crianças e idosos.
Representando a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), Dr. Rodolfo Gómez Ponce de León, detalhou a estratégia mundial de saúde materna da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o médico argentino, 95% das mortes de mulheres durante o parto podem ser evitadas. "Combater esses óbitos, além de ser uma afirmação dos direitos humanos, reduz a pobreza, estimula a produtividade e gera crescimento econômico e a produtividade dos países", observou.
Ao final da reunião, os membros da comissão aprovaram uma declaração contra o embargo norte-americano a Cuba, justificada, entre outros motivos, por seus impactos negativos na saúde pública do país caribenho.
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