Vigilantes são homenageados e lutam por adicional de risco de vida
Vigilantes são homenageados e lutam por adicional de risco de vida

Ao relembrar com emoção as dificuldades enfrentadas no passado no exercício profissional, Chico Vigilante destacou que a categoria é uma das mais respeitadas do País, por sua mobilização. "Antes a gente tinha que pagar pelos uniformes, não tinha a jornada de 12/36 horas, nem tíquete-alimentação ou folga garantida.
Companheiros precisavam dividir marmitas com cachorros e quando morria um companheiro a gente tinha que fazer vaquinha pra pagar o enterro", comentou, arrancando aplausos dos ex-companheiros.
O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Jervalino Rodrigues Bispo, agradeceu a homenagem da Câmara Legislativa. Destacou, contudo, que os vigilantes ainda têm muitas reivindicações a serem atendidas, como o adicional de 30% sobre risco de vida. "A gente já conquistou muita coisa em nossa luta, mas temos lutas ferrenhas pela frente", exortou.
Também a sindicalista "Tiana" defendeu a necessidade de conquista do adicional por risco de vida. Ela aproveitou para lamentar que muitos dos seus companheiros de sindicato ainda resistem em aceitar que mulheres assumam postos de comando naquela diretoria. "Eles ligam para o sindicato e dizem que querem falar apenas com diretor", reclamou.
O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Distrito Federal, Irenaldo Pereira Lima, o "Índio", parabenizou os vigilantes do DF por sua organização e combatividade. "Espero que possamos fechar novamente uma boa convenção coletiva", enfatizou, ao defender a continuidade do diálogo entre os patrões e empregados.
Denúncia - Depois de cumprimentar os vigilantes e destacar a importância da categoria na consolidação política do DF, o deputado Olair Francisco (PTdoB) apresentou denúncia de irregularidade nas empresas de contratação de mão de obra terceirizada: "Como agora o emprego de vigilante está valorizado, estão vendendo as vagas para vigilante nas empresas, tendo os profissionais que pagar propinas de R$ 3 a R$ 4 mil para conseguir uma vaga", lamentou. No auditório, vigilantes confirmaram a gravidade do problema: "é isso mesmo, deputado.
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