Publicador de Conteúdos e Mídias

Troféu Câmara Legislativa anuncia júri oficial da 23ª edição

Publicado em 17/08/2018 14h25
Os filmes vencedores da 23ª edição do Troféu Câmara Legislativa do DF serão escolhidos por três importantes nomes do cinema nacional, todos com fortes laços com Brasília e a produção local. Os cineastas João Batista de Andrade, Liloye Boubli e Armando Lacerda integram o júri oficial do certame. Eles indicarão os premiados entre os três longas e 18 curtas-metragens selecionados para serem exibidos, de 17 a 21 de setembro, na Mostra Brasília, que faz parte da programação do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
 
João Batista de Andrade é lembrado por filmes como O Homem que Virou Suco (1981) e vencedor de prêmios em festivais de cinema no Brasil e no exterior. Também assumiu cargos importantes no sistema cultural do país. Ele foi o primeiro diretor a receber o Troféu Câmara Legislativa de melhor longa-metragem, com o filme O Cego que Gritava Luz (1996).
 
Liloye Boubli atua como diretora, produtora e montadora em diversas produções. Entre outros, trabalhou na montagem de Dom Hélder Câmara, o Santo Rebelde (2004), dirigido Érika Bauer, que venceu o Troféu Câmara Legislativa do DF de melhor longa-metragem. Também montou Juruna, o Espírito da Floresta, de Armando Lacerda.
 
Graduado pela UnB em jornalismo, cinema e televisão, Armando Lacerda dirigiu e produziu filmes de curta e longa-metragem. Juruna, o Espírito da Floresta (2004), por exemplo, foi premiado pela CNBB e no Festival de Viña Del Mar (Chile). Também teve produções laureadas no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e foi diretor de produção de Céu Aberto (1985), dirigido por João Batista de Andrade.
 
João Batista de Andrade
Com uma trajetória reconhecida e premiada nacional e internacionalmente, João Batista de Andrade, mineiro de Ituiutaba, foi o primeiro cineasta a receber o Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal de melhor longa-metragem, em 1996, pelo filme O Cego que Gritava Luz. Em sua carreira, iniciada em 1963, alternam-se documentários e filmes de ficção, entre os quais Doramundo (1978), O Homem que Virou Suco (1981), O País dos Tenentes (1987), O Tronco (1999) e Vlado - 30 Anos Depois (2005). Também escreve livros e é autor teatral. Doutor em Comunicação pela USP, foi secretário de Cultura do Estado de São Paulo, presidiu a Cinemateca Brasileira, e, por duas vezes, a Associação Paulista de Cineastas. Também esteve à frente do Memorial da América Latina e, em 2017, foi ministro interino da Cultura. Integrando o júri, atuou em diversos festivais de cinema, no Brasil e no exterior, como o de Gramado, Valladolid (Espanha), Paris (França) e Nova Delhi (Índia).
 
Liloye Boubli
Liloye Boubli é diretora, produtora e montadora de filmes de curta, média e longa-metragem como Tangerine Girl, O Guarda Linhas e Ballet Bolshoi, participantes de certames como Sundance Film Festival, Festival Latino Americano de Havana e Dance on Camera - Lincoln Center (Nova York). Em TV, dirigiu episódios da série documental Na Fita, sobre música e cinema (Turner), e a ficcional 5 vezes Machado (Canal Brasil). Também realizou os documentários Viola Caipira; Presença de Villa-Lobos na música brasileira – piano e violoncelo; e Brasileiríssimo, com o Duo Barrenechea e músicos eruditos contemporâneos. Como montadora, atuou em Juruna, o Espírito da Floresta, de Armando Lacerda; e Dom Hélder Câmara, o Santo Rebelde, de Érika Bauer, pelo qual foi premiada no XIV Cine Ceará (2005). No ano anterior, o filme havia recebido o Troféu Câmara Legislativa do DF de melhor longa-metragem.
 
Armando Lacerda
Natural do Rio de Janeiro, Armando Lacerda, ingressou na Universidade de Brasília em 1971, onde se graduou em Comunicação – Jornalismo, Cinema e Televisão. Dirigiu e produziu filmes de curta e longa-metragem. Juruna, o Espírito da Floresta, recebeu o prêmio Margarida de Prata da CNBB (2008) e o de melhor documentário internacional do Festival de Viña Del Mar, no Chile, em 2010. Realizou ainda O Futuro e Eu – Tributo a Vladimir Maiakovski e Oscar Niemeyer (1998); Taguatinga em Pé de Guerra (1982) e Janela Para os Pirineus (1996), ambos premiados pelo Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foi produtor de O Evangelho Segundo Teotônio (1984), dirigido por Vladimir Carvalho, e diretor de produção de Céu Aberto (1985), dirigido por João Batista de Andrade. Entre 1996 a 2003, foi diretor da TV Câmara.
 
Marco Túlio Alencar
Foto: Vila Costas e Divulgação
Comunicação Social - Câmara Legislativa

Mais notícias sobre