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Tráfico humano, tema da Campanha da Fraternidade, é tema de debate

Publicado em 14/03/2014 09h45

O enfrentamento do tráfico humano – um dos problemas mundiais mais cruéis por afetar diretamente homens, mulheres, crianças e suas famílias – foi tema de debate na Câmara Legislativa nesta sexta-feira (14), durante solenidade em homenagem à Campanha da Fraternidade da Igreja Católica, que traz o assunto à discussão em 2014. A iniciativa foi dos deputados Arlete Sampaio (PT), Cláudio Abrantes (PT) e Washington Mesquita (PTB).

"É necessário um envolvimento efetivo de todos para que possamos ir além nas questões dos direitos humanos, numa época em que a hegemonia do capital transforma tudo em mercadoria", declarou Arlete Sampaio, que presidiu a sessão solene. A parlamentar foi acompanhada por seus colegas presentes, que também falaram da necessidade de se combater o tráfico humano.

Para Washington Mesquita, é necessário mais atenção no período que antecede a Copa do Mundo: "Os traficantes e aliciadores estarão de olho", alertou. Cláudio Abrantes também reforçou o compromisso da CLDF no combate à questão, e o deputado Aylton Gomes (PR), que também participou da sessão, disse que é necessário fortalecer a família.

Representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o secretário geral da entidade, Dom Leonardo Ulrich Steiner, observou que a importância da campanha "é fazer com que, ao debater o tema, as pessoas não mais se deixem enganar por traficantes e aliciadores". Além disso, destacou: "É necessário preparar as famílias e a comunidade para que ajudem as pessoas que sofreram com essa situação a se reinserirem quando forem libertadas dessa condição".

Pelo Ministério da Justiça falou a diretora do Departamento de Justiça, Fernanda Alves dos Anjos, que elogiou o compromisso da Câmara Legislativa na mobilização do Distrito Federal em torno da temática. "O tráfico humano não cessará enquanto não avançarmos em várias questões do nosso modelo cultural e de sociedade, como a discriminação", disse. Ela salientou, ainda, ser necessário desconstruir mitos, "como aquele que afirma serem alvos do tráfico apenas pessoas em condições de vulnerabilidade social".

O GDF esteve representado, na sessão solene, pelo secretário de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Daniel Seidel, e pelo subsecretário de Promoção de Direitos Humanos da Secretaria de Justiça, Mário Gil Guimarães. Seidel contou que o governo está ampliando as ações de acolhimento destinadas a estrangeiros que chegam ao Distrito Federal em condições análogas à escravidão.

Também participaram do evento Dom Valdir Mamede, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília; representantes de terreiros e da comunidade cigana, além de integrantes de diversos movimentos católicos.

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