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Terceirizados do GDF protestam contra atrasos de salários em audiência pública

Publicado em 31/08/2015 15h23

Os trabalhadores terceirizados do GDF protestaram contra o atraso no pagamento dos salários durante audiência pública na tarde desta segunda-feira (31) no plenário da Casa. O autor do debate, deputado Chico Vigilante (PT), defendeu os prestadores de serviço: "é preciso que o trabalhador receba em dia", argumentou.

Para o deputado Agaciel Maia (PTC), os terceirizados deveriam ter o mesmo tratamento dos demais servidores públicos. O parlamentar defendeu um "auxílio-alimentação digno" para a categoria. A deputada federal Érika Kokay (PT) propôs uma atuação parlamentar conjunta para resolver a questão: "O governo que não pagar os trabalhadores deve ficar impedido de receber recursos federais", sugeriu.

Além dos constantes atrasos no pagamento, "muitas empresas não estão cumprindo o reajuste coletivo", afirmou a presidente do Sindicato dos Empregados em Empresa de Asseio e Conservação (Sindiserviços), Maria Isabel Caetano dos Reis. A convenção coletiva determinou um reajuste de 9% para quem recebe até R$ 1.500,00 e 7% para quem ganha acima deste valor. Para Isabel, os representantes do GDF são "covardes", pois foram convidados para a audiência e não compareceram.

A situação se agrava porque o GDF faz "terrorismo ao dizer que não tem dinheiro e isso é péssimo para o comércio", segundo a presidente do Sindicato dos Comerciários do DF, Geralda Godinho.

Empresariado – Os empresários presentes na audiência, por sua vez, alegaram que o GDF não cumpre os contratos. "Quando o governo deixa de pagar as empresas, ele não está pagando os terceirizados", alegou o vice-presidente das empresas de vigilância, Patrocínio Moraes Neto.

"O governo disse que chamaria as empresas para negociar e repactuar os contratos e até hoje, após oito meses de governo, não chamou nenhuma", argumentou Antônio Ferreira, presidente das Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário e Serviços Tercerizáveis do DF (SEAC-DF).

"Para honrar os compromissos com os trabalhadores, muitas empresas estão vendendo seu patrimônio", disse Ferreira, ao exemplificar que empresas tradicionais no DF, como a Santa Helena, estão "fechando as portas" porque a relação com o governo é de "descaso". Ele alertou que os empresários não sabem como vão pagar o 13º aos trabalhadores daqui a três meses.

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Brito, analisou a gravidade da situação: "os trabalhadores ficam sem salário e o patronal sem o cumprimento do contrato".

Convocação – Ao término da audiência, o deputado Chico Vigilante apresentou requerimento de convocação dos secretários de Fazenda e de Planejamento para prestar informações sobre o cronograma de pagamento aos terceirizados. A sugestão será submetida ao plenário amanhã (1), segundo o parlamentar.

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