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Temas locais e nacionais repercutem no plenário

Publicado em 05/06/2018 15h38

Concursos públicos e nomeações de concursados, a construção de uma estação de esgoto no Riacho Fundo I, além de assuntos que fazem parte do debate nacional, como o preço dos combustíveis e o aumento dos homicídios no país, estiveram na pauta dos deputados distritais na sessão ordinária desta terça-feira (5).

O deputado Chico Vigilante (PT) criticou a política de preços dos combustíveis. "Nos países onde há produção de petróleo, o valor para o consumidor local é muito mais baixo do que no Brasil", afirmou, citando como exemplo a Venezuela e outros locais que, mesmo importando o óleo cru, praticam preços menores. Ele lembrou que a CPI dos Combustíveis da CLDF apresentou diversas sugestões para baratear custos "que poderiam ser aplicadas neste momento de crise".

Esgoto – A deputada Celina Leão (PP) denunciou irregularidades na construção de uma estação elevatória de esgoto no Riacho Fundo I. "A obra, iniciada nesta segunda-feira, fica ao lado de uma escola e de um posto de saúde, o que causou insatisfação nos moradores. Além disso, a placa, instalada no local, contém uma autorização do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que não existe", declarou. Por sua vez, o deputado Lira (PHS) informou que esteve reunido com a direção da Caesb, acompanhado de um grupo de moradores daquela região administrativa, para tratar do assunto e da mudança do local da instalação.

Servidores – Reginaldo Veras (PDT) solicitou do GDF a retificação do edital do último concurso da Polícia Militar. "O Tribunal de Contas do DF autorizou a ampliação do número de vagas que pode, agora, chegar a 3 mil e o edital limita a correção de redações nesse mesmo número. Sabe-se, contudo, que 40% dos convocados acabam reprovados nas etapas posteriores. Por isso, é preciso ampliar o número dos textos a serem corrigidos", justificou.

Já o líder do governo, Agaciel Maia (PR), fez um balanço de suas gestões junto ao GDF para que as nomeações de aprovados em concursos para os cargos de farmacêuticos de laboratório sigam os mesmos critérios daqueles aplicados à categoria dos biomédicos. "Também pedi que seja observado, no pagamento dos técnicos e assistentes, a carga horária de 40 horas, pois eles têm recebido por 36 horas semanais. E solicitei que seja incorporada a última parcela da Gratificação por Atividade Técnico-Administrativa (GATA) aos salários dos servidores que fizerem jus", anunciou.

Escolas – O deputado Rafael Prudente (MDB) cobrou do governo explicações sobre o que está sendo feito com os recursos incorporados ao Orçamento de 2018, aprovados durante convocação dos distritais em janeiro passado: "Interrompemos o recesso parlamentar para votar a adição de quase R$ 1,5 bilhão ao orçamento e até agora não estou vendo as construções de estabelecimentos de ensino que estavam previstas".

Violência – Cláudio Abrantes (PDT) comentou, da tribuna, números do "Atlas da Violência 2018", divulgados hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. "O Brasil ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 30 homicídios por 100 mil habitantes, o que representa mais de 62,5 mil crimes desse tipo no último ano. É um número muito superior, por exemplo, ao da Síria que está em guerra", lamentou, enumerando problemas enfrentados pelo setor de segurança no Distrito Federal.

Painel digital – Abrantes também seguiu o deputado Wasny de Roure (PT) nas críticas ao GDF pela retirada do painel digital do site Metrópoles no Setor Bancário Sul. "Não seria necessária uma atitude tão drástica", ponderou Wasny, sugerindo o diálogo entre as partes. Enquanto Abrantes disse que a atitude do GDF "causa estranheza".

Marco Túlio Alencar
Foto: Carlos Gandra
Comunicação Social - Câmara Legislativa

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