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Sindicalistas querem projeto de gestão democrática nas escolas sem mudanças

Publicado em 20/10/2011 13h47
O secretário-geral do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar (SAE/DF), Denivaldo Alves do Nascimento disse hoje (20) na audiência pública promovida para debater o projeto da gestão democrática nas escolas que defende a proposta na íntegra, sem mudanças, pois teme que o mesmo possa se tornar um "projeto Frankenstein".

Denivaldo disse que é inadmissível que ainda sobrevivam na capital do país escolas de lata e madeira e que os trabalhadores da educação sejam submetidos a condições desumanas. O sindicalista também defendeu o direito dos servidores de serem eleitos para dirigir as escolas.
 Denivaldo reivindicou ainda mudanças no Conselho de Educação do DF, hoje dominado, segundo disse, por representantes das escolas particulares.

Também o diretor de políticas educacionais do Sindicato dos Professores (Sinpro), Júlio Barros, foi incisivo ao afirmar que "o projeto não pode virar uma colcha de retalhos". Barros lembrou que a gestão democrática vem de longe e que a primeira escola do DF escolhia sua direção pelo processo de rodízio.

O diretor-executivo da União dos Estudantes Secundaristas de Brasília (Umesb), Marcos Mourão, encaminhou dez sugestões da entidade, entre as quais que o diretor seja "ficha limpa", que não acumule a direção com a presidência do conselho escolar e que haja eleição também para os diretores das Regionais de Ensino.

Coube ao secretário de Educação, Denilson Bento da Costa, finalizar as manifestações, enfatizando que o "projeto não é inflexível" e que o governo não será intransigente no acolhimento de sugestões que o aperfeiçoem. Denilson afirmou que "não se pode fazer politicagem com educação", lembrando que o DF tem um universo de 649 escolas, frequentadas por mais de 600 mil alunos, e que o Estado não tem como suprir demandas tão amplas sem parceria com a sociedade organizada.

  

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