Sindicalistas querem projeto de gestão democrática nas escolas sem mudanças
Sindicalistas querem projeto de gestão democrática nas escolas sem mudanças

Denivaldo disse que é inadmissível que ainda sobrevivam na capital do país escolas de lata e madeira e que os trabalhadores da educação sejam submetidos a condições desumanas. O sindicalista também defendeu o direito dos servidores de serem eleitos para dirigir as escolas.
Denivaldo reivindicou ainda mudanças no Conselho de Educação do DF, hoje dominado, segundo disse, por representantes das escolas particulares.
Também o diretor de políticas educacionais do Sindicato dos Professores (Sinpro), Júlio Barros, foi incisivo ao afirmar que "o projeto não pode virar uma colcha de retalhos". Barros lembrou que a gestão democrática vem de longe e que a primeira escola do DF escolhia sua direção pelo processo de rodízio.
O diretor-executivo da União dos Estudantes Secundaristas de Brasília (Umesb), Marcos Mourão, encaminhou dez sugestões da entidade, entre as quais que o diretor seja "ficha limpa", que não acumule a direção com a presidência do conselho escolar e que haja eleição também para os diretores das Regionais de Ensino.
Coube ao secretário de Educação, Denilson Bento da Costa, finalizar as manifestações, enfatizando que o "projeto não é inflexível" e que o governo não será intransigente no acolhimento de sugestões que o aperfeiçoem. Denilson afirmou que "não se pode fazer politicagem com educação", lembrando que o DF tem um universo de 649 escolas, frequentadas por mais de 600 mil alunos, e que o Estado não tem como suprir demandas tão amplas sem parceria com a sociedade organizada.