Sessão solene exalta lucros e luta para não privatizar o BRB
Sessão solene exalta lucros e luta para não privatizar o BRB

Ainda comemorando o lucro histórico de R$ 115 milhões obtido no primeiro semestre de 2012, os servidores do Banco de Brasília (BRB) comemoraram o 46° aniversário do banco em sessão solene no plenário da Câmara Legislativa, nesta segunda-feira (3). A homenagem é uma iniciativa do deputado Chico Vigilante (PT), que destacou o fato de o BRB ser "um sobrevivente da política neoliberal, que privatizou a maioria dos bancos estaduais do Brasil".
Vigilante observou ainda que o BRB extrapola a mera função de "pagador da folha salarial do GDF" investindo no crescimento das cidades do DF. "Este banco é um símbolo de resistência, com a importância clara de ser uma empresa do Estado voltada para o desenvolvimento regional", afirmou.
O presidente do BRB, Jaques Pena, disse que, nos sete meses em que está à frente do banco, sua maior preocupação foi estabelecer uma gestão profissional para obter o reconhecimento dos mercados nacional e internacional. O BRB, segundo Pena, trabalha para expandir sua rede de atendimento, ampliar seu capital e aumentar a atuação junto às empresas, "No último semestre, tivemos um crescimento de 38% no crédito oferecido às empresas".
O diretor do sindicato dos bancários do DF, Antônio Eustáquio , destacou o fato de o GDF ter "abraçado" o banco e de que a instituição voltou a cumprir seu papel de fomentar a economia do DF. "Estamos retomando o espaço perdido, pois temos expertise no que se refere às nossas demandas específicas". O sindicalista aproveitou a oportunidade para cobrar a realização de um novo acordo coletivo com os servidores e a antecipação do pagamento da participação nos lucros de 2012.
Servidores - No momento de depoimento aberto aos servidores, o bancário André Nepomuceno relembrou os momentos de luta para defender o BRB de ataques, tanto no que se refere à má gestão financeira quanto no plano da moralidade pública, uma vez que ex-diretores da instituição estiveram envolvidos em denúncias de corrupção. "Agora o momento é de bons ventos. Gostaria que esses resultados positivos fossem mais divulgados para que a população possa saber o tamanho do banco".
Presente à sessão solene, a deputada Érika Kokay (PT) comentou que "a história do BRB se confunde com a história de Brasília" e disse que as previsões do ex-governador José Roberto Arruda de que "o banco era inviável" e que "viraria fumaça quando viesse a portabilidade bancária" não se confirmaram.