Sessão solene comemora aniversário do SUS e critica privatizações da saúde no DF
Sessão solene comemora aniversário do SUS e critica privatizações da saúde no DF

Autora do requerimento para a realização da homenagem ao SUS, a deputada Erika Kokay (PT) destacou "a importância do sistema para a construção da cidadania e garantia dos direitos fundamentais das pessoa humana". Enfatizou que o SUS surgiu como um resposta do Estado ao dever de prestar atendimento "dentro dos princípios de eqüidade e universalidade".
A deputada ressaltou, contudo, que o SUS no DF "está precarizado e ameaçado", em virtude do mau gerenciamento e da não-aplicação correta dos recursos orçamentários transferidos pelo governo federal.
"Cerca de 40% da demanda está reprimida, sem atendimento", condenou. Lembrou ainda que isso acaba sobrecarregando o atendimento emergencial feito pelo SAMU.
Erika condenou também a proposta de terceirização de serviços em hospitais públicos. "O SUS prevê a participação da iniciativa privada como complementariedade, mas não de substituição", alertou.
Diversos representantes de entidades ligadas à saúde também participaram da sessão solene e manifestaram preocupação com a situação do atendimento à população nos postos de saúde e hospitais públicos.
O presidente do Sindisaúde, Agamenon Viana, criticou a falta de médicos nas unidades do DF, lembrando que os administradores responsáveis pelo gerenciamento são "despreparados" e nomeados politicamente.
"Muitos deles têm interesses pessoais e aproveitam seus cargos para levar pacientes para suas clínicas particulares", denunciou.
Agamenon lamentou também a estrutura de ensino que leva os médicos recém-formados a buscarem trabalho nas áreas centrais da cidade, em vez de suprirem a carência das regiões periféricas.