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Servidores confirmam tratamento diferenciado à Gautama

Publicado em 10/03/2008 12h57
Valdirene Pereira da Silva Campos e Roberto Gomes, servidores da Secretaria de Agricultura, em depoimento aos membros da CPI da Gautama, que durou menos de uma hora, deixaram claro que o processo da empreiteira Gautama recebeu tratamento privilegiado e que havia pressão de funcionários da construtora para agilizar os pagamentos.
 Essa foi a conclusão a que chegou o deputado Rogério Ulysses (PPS), que mais perguntas fez aos depoentes. Ao responder a uma das perguntas do deputado, Roberto Gomes afirmou que a presença de funcionários da Gautama na secretaria gerava constrangimento e desconfiança. Ulysses adiantou que essas oitivas vêm contribuindo para compor o ambiente a fim de identificar a motivação daqueles que, de um modo ou outro, patrocinaram as irregularidades constatadas.

Valdirene Campos, que é servidora de carreira, admitiu que o processo da Gautama teve trâmite diferenciado e confirmou informações prestadas por Marlan Peregrino à comissão de que fora pressionada a liberar o pagamento sem o devido "atesto de execução".

Interesses - O deputado Cabo Patrício (PT) também constatou o que, segundo ele, já era de conhecimento de todos, ou seja, que Paulo Sávio, que era secretário-adjunto da pasta, só estava no setor para defender os interesses da Gautama. O deputado reiterou ainda ao presidente da CPI, Bispo Renato Andrade (PR), a apreciação de sua questão de ordem a respeito do requerimento feito para ouvir Latife Jabur Abud, dono da construtora LJA, remanescente da cisão da Gautama.

Patrício também insistiu no encaminhamento, por parte da comissão, de pedido ao Banco Central para quebra do sigilo bancário de todos os envolvidos, na forma requerida e aprovada.
 Hoje, segundo informou, os deputados vão receber os dados bancários relativos à Construtora Gautama.

 Participaram também da 15ª reunião ordinária da CPI da Gautama, os deputados Jaqueline Roriz (PSDB) e Brunelli (DEM), relator da comissão.

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