Publicador de Conteúdos e Mídias

Segurança pública no Noroeste é debatida em reunião

Publicado em 29/07/2013 14h41

O planejamento de segurança pública do mais novo bairro residencial de Brasília, o Setor Noroeste, foi tema de reunião nesta segunda-feira (29) entre o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, deputados distritais e síndicos dos blocos do bairro. Os representantes dos moradores solicitaram mais policiamento nas redondezas e apontaram a vulnerabilidade do local. "O Noroeste está estigmatizado como bairro de rico, embora sejamos de classe média. Quando a imprensa mostra que falta luz num bairro onde o metro quadrado custa R$ 12 mil, isso propicia o crime", observou um dos síndicos.

O secretário lembrou que a Polícia Militar conta com postos móveis que levam oito policiais para fazer rondas em locais pré-determinados e se comprometeu a aumentar o policiamento no Noroeste. "Como se trata de um bairro em nascimento, queremos fazer o planejamento em parceria com os moradores. Vamos fazer dessa experiência um modelo", afirmou Avelar. O deputado Joe Valle (PSB) sugeriu um trabalho conjunto com os gestores dos blocos para aplicar novas formas de patrulhamento. "Acredito que uma parceria da Secretaria de Segurança Pública com os síndicos pode resultar num método inovador de gestão da segurança, com o uso da Internet, por exemplo", afirmou o distrital.

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), ressaltou a necessidade de treinamento dos profissionais de portaria e vigilância no Noroeste. "Os porteiros prestam papel muito relevante para a segurança de todos nós. Nesse sentido, a Secretaria pode auxiliar no treinamento desses profissionais", defendeu. "Esse é apenas um exemplo, pois o Noroeste é um novo espaço urbano e tudo precisa ser planejado para consolidá-lo como mais um bairro da cidade", concluiu Wasny.

Os síndicos também reclamaram da presença de pedintes e moradores de rua. "Estamos prontos como soldados para qualquer projeto inovador da Secretaria. Só assim vamos evitar a presença de flanelinhas e mendigos no Noroeste", observou um dos síndicos presentes.

Crítica – O secretário Avelar prometeu maior proximidade com os moradores e reclamou da cobertura da imprensa sobre a segurança no DF. "A população triplicou nos últimos vinte anos e temos um território minúsculo. O grande problema é que as análises de segurança são feitas levando em conta o número de ocorrências por cem mil habitantes e, como o DF é encarado como um estado e não como cidade, sempre teremos uma proporcionalidade maior de crimes do que um estado grande como Minas Gerais. É isso que a imprensa não divulga", criticou.

Mais notícias sobre