Secretário de Saúde relata à CLDF alterações de gestão na pasta
Secretário de Saúde relata à CLDF alterações de gestão na pasta

Mais investimentos na renovação de equipamentos e ampliação dos leitos hospitalares foram algumas das melhorias de gestão propostas para o sistema de saúde do DF em audiência pública da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle, da Câmara Legislativa, para apresentação do relatório de gestão da Secretária de Saúde, relativa ao primeiro quadrimestre de 2015. A reunião, ocorrida na manhã desta terça-feira (25), contou com representantes de vários órgãos ligados à saúde e foi coordenada pelo deputado Joe Valle (PDT), presidente daquela comissão.
O relatório com o balanço das atividades pela Secretaria de Saúde nos primeiros 120 dias do novo governo foi apresentado pela subsecretária de Programação, Regulação e Controle, Leila Gottems. O documento detalhado apontou que há ainda um déficit considerável de atendimento em muitas áreas, como da saúde bucal, da oferta de leitos (1,59 leito por mil habitantes), resultados que estão abaixo das metas estabelecidas.
O secretário de Saúde do DF, Fábio Gondim, lamentou o comprometimento de 81% dos recursos orçamentários da saúde com o pagamento de pessoal, enfatizando que conta com a aprovação no Congresso Nacional com emendas parlamentares que garantam mais recursos para a melhoria do custeio e investimentos no sistema. Ele anunciou, contudo, que já resolveu um problema que "jamais fora enfrentado antes": a falta de um sistema de controle dos custos para a aquisição de medicamentos.
Disse que também já reduziu o número de médicos e enfermeiros que não estavam trabalhando nas atividades fins (de 447 para 216) e que adotou também providências para ter um sistema de dados confiáveis e atualizados para a gestão dos recursos e atendimento das demandas. "Na minha gestão, não vamos comprar aparelhos e deixá-los abandonados, sem uso", ressaltou.
Valle comentou que, em relação aos relatórios apresentados no passado, ficou claro que houve uma "evolução" no geral, mas ressaltou que o cidadão brasiliense ainda não enxerga melhoria dos serviços. "Sempre houve uma ruptura na administração do sistema, com as mudanças políticas, sem resolver as graves questões de gestão. A gente espera agora que o novo relatório seja um instrumento em favor do atendimento das necessidades dos usuários", defendeu.
Desequilíbrio - O deputado Rodrigo Delmasso (PTN) criticou o "disparate" dos percentuais de aplicação dos recursos orçamentários que, segundo lamentou, não permite aplicação em investimentos indispensáveis para melhoria do atendimento aos usuários. Também a presidente do Conselho de Transparência e Controle do Distrito Federa, Jovita Rosa, reclamou da falta de planejamento no passado de recursos suficientes para atender à demanda reprimida em todo o sistema. "Existem ainda muitas filas para consultas com especialistas e para realização de cirurgias eletivas", criticou, enfatizando que era uma cliente direta do sistema.
O defensor público-geral do Distrito Federal, Ricardo Batista, propôs que a Secretaria faça planejamento para evitar que o cumprimento de decisões judiciais para atender demandas dos pacientes onere ainda mais as despesas. "O ideal seria ter alternativas para garantir o atendimento, sem os custos adicionais das contratações emergenciais", recomentou.