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Relatório sobre processo contra Benedito deve ser apresentado na quarta-feira

Publicado em 02/10/2014 09h24

A Comissão de Ética da Câmara Legislativa ouviu nesta quinta-feira (2) os três últimos depoimentos de ex-administradores regionais no processo que apura suposta quebra de decoro parlamentar pelo deputado Benedito Domingos (PP). O parlamentar é acusado de participação em fraudes na contratação de decoração natalina, durante o governo Arruda, em 2009.

Durante a reunião do colegiado, o relator da investigação, deputado Patrício (PT), anunciou que vai apresentar o seu relatório final para apreciação dos colegas na semana que vem, provavelmente na quarta-feira (8). O prazo final para os depoimentos se encerra no próximo dia 6 (segunda-feira).

Nos dois primeiros depoimentos de hoje, os ex-administradores do Recanto das Emas, Sebastião Pinho, e do Lago Sul, Paulo Afonso Zuba, negaram ter recebido pressão direta de Benedito Domingos, para favorecer a empresa do seu filho, Sérgio Domingos, que realizou os serviços de ornamentação natalina em suas cidades. Nos depoimentos, houve divergência entre o que disseram na comissão e o que relataram na delegacia da Polícia Civil, que apura crimes contra a Administração Pública (Decap).

Ambos depoentes confirmaram à comissão que houve determinação de José Humberto Pires, ex-secretário de Governo, em reunião, para que escolhessem o projeto de decoração entre as opções apresentadas pela Coordenadoria de Cidades. "Não me colocaram uma faca no pescoço. Mas me senti obrigado a aceitar as indicações, como aconteceu com as outras administrações", disse Zuba.

Ao contrário dos depoentes anteriores, o ex-administrador do Itapoã, Marco Aurélio Demes, disse que não acatou a determinação do governo para contratar um dos projetos entre os três que lhe foram indicados. Ressaltou que sua escolha fora técnica e feita conforme determinação da sua equipe de licitação, naquela administração regional. Ele disse que conseguiu contratar a ornamentação natalina por preço (R$ 14.950) bem inferior aos que foram pagos por outras administrações regionais.

Debate - "Se todos os ex-administradores seguissem o seu exemplo nós não estaríamos aqui apurando esse processo. O senhor está de parabéns por não ter aceitado a pressão do governo. É assim que servidores públicos corretos devem agir", comentou Patrício, após o depoimento de Demes. "Esse processo só existe porque é político, pois quiseram bagunçar o coreto do Arruda, que ia ganhar as eleições de 2010 no primeiro turno", reagiu o deputado Benedito Domingos.

 

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