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PT reage ao que considera "manobra" para arquivar investigação

Publicado em 12/01/2010 10h30
Os quatro integrantes da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) iniciaram há pouco reunião para discutir medidas a serem tomadas após o dia de ontem (11), quando a oposição ficou com apenas uma cadeira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e uma na CPI que vai investigar suposto esquema de corrupção no GDF. Para a líder do PT na Casa, deputada Erika Kokay, isso sinaliza a intenção dos governistas de dificultar o processo de investigação.

Antes da reunião da bancada, o distrital Chico Leite (PT), que denominou a segunda-feira de ontem como o "dia do quatro a um", em referência aos resultados das eleições nas comissões, adiantou que o partido poderá procurar o Judiciário e outras instâncias, como o Ministério Público, para barrar o que consideram uma "manobra" para arquivar investigações.

Comissão Especial - A petista Erika Kokay criticou ainda o fato de a instalação da Comissão Especial para analisar os pedidos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda ter sido adiada. Ontem, durante reunião da CCJ, decidiu-se que a Comissão só deverá ser instalada após a análise da admissibilidade dos pedidos."O parecer da Procuradoria da Casa previu a criação dessa Comissão, procedimento já testado em estados como o Rio Grande do Sul e o Maranhão", explicou Chico Leite, membro efetivo da CCJ. "A Casa escolheu um procedimento híbrido, e o fato de a Comissão Especial ainda não ter sido instalada sugere medo de julgamento", completou.

A Lei nº 7.106, de 1950, que define os crimes de responsabilidade e regula o processo de julgamento no âmbito federal, determina a eleição de uma comissão especial para analisar a denúncia recebida.

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