PT pede a órgãos federais a revisão dos contratos do GDF com empresas suspeitas
PT pede a órgãos federais a revisão dos contratos do GDF com empresas suspeitas

A decisão foi tomada após reunião na manhã de hoje, ao término da qual já estava agendado encontro com o ministro em exercício da CGU, Luís Navarro, às 14 horas, para entrega da representação. Documento semelhante será encaminhado também ao Tribunal de Contas da União, conforme anunciou a líder da bancada, Erika Kokay.
Recursos da União - As medidas se justificam, segundo a deputada, pelo fato de que cerca de 50% do orçamento do GDF ser bancado por repasses federais, por meio do Fundo Constitucional do Distrito Federal e por transferências voluntárias, relativas a emendas da bancada federal do DF ao Orçamento da União.
De acordo com Erika Kokay, há precedentes de decisões da CGU determinando a inidoneidade de empresas, como a Gautama, o que ocasionou o fim de contratos com o governo.
Trinta empresas - Cerca de R$ 450 milhões do orçamento do GDF estão destinados a programas executados por cerca de 30 empresas citadas na operação Caixa de Pandora. Os técnicos ainda estão levantando o volume de recursos para cada uma delas. "É um absurdo que empresas como a Linknet continuem contratadas pelo governo local" disse Kokay, criticando ainda o fato de que a maioria dos deputados distritais tenha aprovado a proposta orçamentária do GDF para este ano sem considerar a revisão dos contratos suspeitos.
"Vamos atacar em todas as frentes", avisa Érika Kokay, citando ainda o Ministério Público Federal, o Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DNASUS) - no que diz respeito aos contratos com a Secretaria de Saúde do DF -, e as entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil, além de ações no âmbito da Câmara Legislativa. "É fundamental sair da esfera local, sujeita a influências, para que as investigações tenham resultados concretos", encerrou a deputada.