Professores pedem apoio dos distritais para aprimorar plano de carreira
Professores pedem apoio dos distritais para aprimorar plano de carreira

Segundo Lisboa, os professores reconhecem que o plano traz ganhos para a carreira a longo prazo, mas não garante um reajuste salarial significativo. O sindicalista também argumenta que os governos do DF "maqueiam" a aplicação dos 25% da receita de impostos que devem ser investidos em educação.
O GDF estaria gastando menos do que esse percentual, por somar a verba do Fundo Constitucional DF aos impostos antes de calcular os 25%.
"Essa é uma ilegalidade que tem a conivência do TCDF, que aprovou uma resolução regularizando essa aritmética maldosa", afirmou.
Segundo dados do Sinpro-DF, em 1998 o teto de um professor era R$ 4.
723; dez anos depois, é de R$ 4823. "Não é verdade que esse plano vai corrigir a distorção de que os professores são a categoria pior remunerada no DF, observou Chico Leite (PT). Reguffe (PDT) lembrou que o discurso de educação como prioridade, vez ou outra, "aparece na boca dos políticos", mas dificilmente entra em prática. "O filho de uma família pobre só terá a mesma chance do que o nascido em uma família rica se houver investimento sério em educação", destacou. De acordo com o parlamentar, o professor hoje recebe menos do que um soldado de segunda classe.
"Isso não é justo, não é o modelo de sociedade com que eu sonho", afirmou Reguffe.
O líder do governo, Leonardo Prudente (DEM), defende que o objetivo do plano de carreira é atender toda a categoria. "Caso todos os interesses não sejam contemplados, não há problema em retirar esse projeto e recomeçar a discussão. Queremos receber as contribuições da categoria", salientou o parlamentar.