PL prevê que condenados possam reduzir pena ao gerar energia em biciletas estacionárias
PL prevê que condenados possam reduzir pena ao gerar energia em biciletas estacionárias
Em reunião na tarde desta segunda-feira (14), a Comissão de Segurança aprovou o PL nº 660/19, de iniciativa do deputado Martins Machado (Republicanos), que prevê a instalação de bicicletas estacionárias com baterias acopladas a serem usadas por detentos do sistema prisional para a iluminação das unidades em que cumprem pena e, consequentemente, alcançarem redução de pena. Os internos realizariam exames médicos para comprovarem estar aptos ao exercício e teriam a pena reduzida em um dia a cada 16 horas de pedaladas.
O autor da matéria justifica que as vantagens da proposta vão além da economia de energia. "Frente à necessidade de construção de consciência ambiental e de uma maior educação quanto ao consumo de energia, torna-se cada vez mais importante a inclusão de propostas que visem trazer a prática das ciências ao encontro da sociedade. Mais que o benefício financeiro ou ambiental, entretanto, o projeto representará uma esperança a mais para a população carcerária, pois, além de proporcionar ao detento uma atividade física, em um local onde a regra costuma ser a ociosidade, vai ajudar a reduzir a pena", explicou o parlamentar.
Escolas de Gestão Compartilhada – Outro projeto aprovado nessa tarde foi o PL nº 1032/20, do deputado Hermeto (MDB). A proposta determina que as atividades das Escolas de Gestão Compartilhada do Distrito Federal devem ser desempenhadas, preferencialmente, pelo contingente de militares das reservas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do DF.
Os militares contratados devem realizar atividades correlacionadas com a formação profissional que possuem e receberiam remuneração adicional. Hermeto defende que as contratações seriam mais vantajosas devido à experiência e preparo dos profissionais. "Com a notória defasagem de pessoal, o emprego de militares da reserva nas escolas vai ao encontro do interesse público. Destarte, o uso dos militares inativos vai ao encontro da necessidade latente das Escolas com Gestão Compartilhada, sem, no entanto, comprometer o quadro de pessoal para atividade fim. A autorização do emprego de militares inativos em atividades de natureza civil em órgãos públicos busca o aproveitamento de profissionais, com alta capacitação, para suprir necessidades pontuais e provisórias", finalizou.
Na reunião desta segunda-feira, estiveram presentes os deputados Roosevelt Vilela (PSB), Delegado Fernando Fernandes (Pros) e Robério Negreiros (PSD).
Victor Cesar Borges (estagiário)
Imagem: Reprodução/TV Web CLDF
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa