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Pessoas com deficiências cobram empregos e qualificação profissional

Publicado em 22/08/2013 09h54

Dezenas de pessoas com deficiências cobraram na manhã desta quinta-feira (22), em audiência pública no plenário da Câmara Legislativa, mais vagas de emprego nas empresas públicas e privadas, além de mais acesso à qualificação profissional. O debate foi promovido pelo deputado Robério Negreiros (PMDB), que destacou seu engajamento para que o Estado garanta condições para aquelas pessoas serem melhor aproveitadas no mercado de trabalho.

"Temos que dar condições para a inclusão dessas pessoas com necessidades especiais, para que ganhem uma nova dimensão em nosso País, atendendo inclusive o que preconiza a nossa Constituição", pregou o parlamentar. Robério comentou, contudo, que, como teve origem no meio empresarial,  pôde conhecer as dificuldades enfrentadas por muitas empresas para suprir as vagas determinadas na legislação, em virtude da falta de qualificação para os cargos oferecidos.

O presidente do Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência (ICEP Brasil), Sueide Miranda, aproveitou a audiência para criticar  o fato de a Câmara Legislativa ainda não ter em seus quadros intérpretes de Libras (língua brasileira de sinais), trabalhando no plenário e comissões. "Essa reivindicação já foi feita aqui há vários anos e ainda não obtivemos resposta da negociação. Os nossos surdos e mudos não têm condições de acompanhar o que é feito e discutido aqui. Se não derem uma resposta nestes 15 dias, vamos ocupar esta Casa, como fizerem os estudantes", afirmou.

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), destacou a relevância do debate sobre as dificuldades de emprego que afetam as pessoas com deficiências e se comprometeu a estudar a reivindicação feita à Casa para a contratação de intérpretes de Libras. "É uma bandeira justa e eu me comprometo a encontrar uma solução para o problema",  garantiu Wasny, lembrando as dificuldades para iniciar as contratações, por causa das exigências legais do processo de terceirização.

Recursos – Ao manifestar seu apoio às políticas públicas defendidas pelas pessoas com deficiências, o deputado Agaciel Maia (PTC) destacou como bom exemplo as iniciativas adotadas pelo Senado na área. "Mas não basta apenas vontade para garantir as contratações e cursos de qualificação, são necessários recursos", enfatizou, lembrando que a Câmara Legislativa tem mais do que dobrado, a cada ano, os recursos orçamentários para as políticas públicas em favor das pessoas com deficiências. "É preciso investir cada vez mais", pregou.

O secretário de Trabalho, bispo Renato Andrade, disse aos participantes da audiência pública que o governo local tem implantado vários programas para o segmento. Ele lamentou que, em muitos casos, a falta de informação atrapalhe uma maior adesão aos benefícios criados, citando o caso do Qualificopa – para o qual, segundo ele, só 11 pessoas com deficiência se inscreveram.  "Temos também um programa de empréstimos que estimula o empreendedorismo  para os que querem ter seus próprios negócios", anunciou.

A coordenadora do programa acadêmico da APAE-DF, Kelly Assunção, explicou as iniciativas desenvolvidas pela instituição, informando que, por meio de parcerias, estão abrindo mais vagas para pessoas com deficiências no mercado de trabalho do DF. "Mas precisamos de mais apoio para estimular as habilidades dessas pessoas", reivindicou.

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