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Pacientes com transtornos mentais lutam por passe-livre

Publicado em 30/03/2009 16h59
Dezenas de pessoas com transtornos mentais participaram hoje (30) à tarde de uma reunião, no auditório da Câmara Legislativa, para reivindicar o direito ao passe-livre no transporte coletivo do DF. Eles foram recebidos pela deputada Erika Kokay (PT), vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, que manifestou apoio ao movimento.

Os manifestantes decidiram que irão fazer uma mobilização na próxima quinta-feira (02), a partir das 15h, na Câmara Legislativa, com o objetivo de sensibilizar os deputados distritais para a derrubada do veto do governador ao projeto de lei 855/2008, que garante o benefício a pessoas acometidas de transtornos mentais. Na próxima segunda-feira (06) eles pretendem fazer uma manifestação de protesto, no Buritinga.

A deputada Erika Kokay (PT) disse aos pacientes que é preciso pressionar o governo para a conquista daquele direito. E enfatizou que o governo inclusive estaria economizando recursos com o passe-livre, pois sairia mais caro os custos da internação do tratamento convencional. "O passe livre é um direito que contribuiria para  o tratamento mais humanitário dessas pessoas", justificou.

Segundo um dos líderes do grupo "Amigos do São Vicente de Paula", José Alves, há mais de três anos cerca de 30 mil pessoas no Distrito Federal estão sendo prejudicadas por não terem sido incluídas como beneficiárias do passe-livre.

É o caso, por exemplo, da paciente Ângela Alves Ribeiro, moradora do Recanto das Emas. "Eu preciso fazer tratamento no São Vicente de Paula e tenho também problemas renais. Sou solteira, desempregada e não tenho ninguém para me ajudar nos tratamentos", lamentou.

Os participantes reivindicaram também o direito de participarem de oficinas profissionalizantes e de lazer, mas reclamam que não têm como arcar com os custos das tarifas de ônibus."Inha, inha, inha.

.. queremos carteirinha", entoaram no encontro. Uma das pacientes, emendou: "E o Arruda diz, agem, agem, agem. Vão pagar passagem". Outro sugeriu "doido é ficar em casa".

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