Óbitos por meningite não caracterizam surto, garante subsecretário
Óbitos por meningite não caracterizam surto, garante subsecretário

Segundo o subsecretário, só se pode falar em surto quando a doença foge dos padrões de normalidade. No caso da meningite o padrão é que a doença atinja, preferencialmente, a população entre zero e nove anos de idade, que é o que vem acontecendo no DF. "Se uma criança vem a óbito e, em seguida, seus colegas de sala de aula, os da escola, professores, vizinhos e pessoas próximas, independente da idade, começam a apresentar a doença; aí sim, podemos pensar em surto", disse ele.
Joaquim explicou à parlamentar que o crescimento do número de óbitos não pode ser creditado diretamente às deficiências da rede de saúde do DF. Segundo ele, cada um de nós reage de forma diferente às doenças. "Enquanto uma pessoa acometida de uma doença vem a óbito, outra se recupera sem problemas", disse. A meningite, explicou o subsecretário, só é transmitida por contato íntimo, por isso, afirmou, o grande inimigo da prevenção à doença são os portadores assintomáticos.
A deputada requereu que a Comissão solicite à Secretaria todos os prontuários dos pacientes que morrerem em função da meningite, assim como todos os estudos feitos pela Secretaria de Saúde que comprovam que os óbitos decorreram de causas pessoais e não foram ocasionados pela deficiência no atendimento.
Segundo Erika Kokay, que participou este ano de 46 visitas às unidades de saúde, "o quadro da saúde no DF é bastante desolador". A deputada cita como exemplo o fato de que, dos mil servidores da área de combate epidemiológico, apenas 133 fizeram, em 2007, exames toxicológicos, por falta de reagentes.
Em resumo, segundo Erika Kokay, na rede de saúde, "faltam profissionais, tanto na área fim quanto na área meio; os equipamentos estão sucateados; o programa Saúde da Família não conta sequer com uma equipe completa; o parque tencológico não tem investimentos nem manutenção". A parlamentar contou que, em reunião com o secretário da Fazenda do DF, este garantiu que o planejamento de desembolso de recursos de cada área do governo está sendo respeitado e que os recursos da saúde estão todos liberados.
"Se temos o Fundo Constitucional, não temos problemas com alocação de recursos próprios. Temos recursos do SUS e do Fundo de Participação de Estados e Municípios, então não temos problemas de financiamento", conclui a deputada que questiona: "Se não temos problemas com recursos, por que faltam remédios na rede pública?, por exemplo".