Nemer define oitivas para apurar acusações contra Erika
Nemer define oitivas para apurar acusações contra Erika

deputada Erika Kokay (PT), o corregedor da Câmara Legislativa, deputado Rôney Nemer (PMDB), informou hoje que irá colher os depoimentos de 15 pessoas, sendo 13 delas pessoas físicas e os representantes das gráficas Dominante e Prisma Fomento.
O primeiro depoente será Geraldo Batista da Rocha Júnior, ex-servidor do gabinete da petista, que acusou a deputada de ter usado "conta-laranja" em que ocorreram movimentações de recursos de origem ilícita para formação de um caixa 2 de campanha. Geraldo deverá ser ouvido amanhã (04/09) pela manhã ou na quarta-feira (05/09) pela manhã.
Nemer se reuniu com a equipe da Corregedoria na manhã de hoje e pautará os trabalhos relativos ao processo contra Erika Kokay a partir de duas teses. "Primeiro temos que apurar se houve realmente o caixa 2.
Em seguida, se comprovado o caixa 2, temos que apurar se a deputada sabia da existência dele ou se participou do esquema", disse o corregedor.
O deputado ressaltou também que pretende pedir a quebra de sigilo bancário de Geraldo Batista da Rocha Júnior, uma vez que Erika Kokay apresentou três volumes contendo seus extratos bancários relativos a contas que mantém no BRB, Bradesco e Caixa Econômica Federal.
Segundo o corregedor, a deputada contrapôs em sua defesa vários documentos apresentados por Geraldo e rebateu ponto a ponto as acusações feitas por ele, com argumentação sintética. A defesa da deputada inclui ainda uma retrospectiva das vidas públicas dela e de seu acusador.
Rôney Nemer informou que entre os depoentes estarão também o ex-chefe de gabinete de Erika Kokay e coordenador da campanha da petista, Aylton Passos Jardim, Sinval de Melo Monteiro, outro ex-servidor de seu gabinete e a ex-esposa de Geraldo da Rocha, Jussara Antunes Euclides.
O corregedor ressaltou que deverá finalizar seu parecer dentro do prazo, ou seja, até o dia 24 de setembro próximo. "Temos que trabalhar em cima dos fatos, com toda a isenção exigida, mas daremos condições para que a sociedade acompanhe os desdobramentos do caso", acrescentou Nemer.