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Movimento hip hop busca apoio a eventos e critica discriminação

Publicado em 12/11/2013 10h24

Quebradas com muito protesto e pouca alegria na galera. Os militantes do hip hop reivindicaram mais apoio à produção dos seus eventos no DF durante a sessão solene que a Câmara Legislativa realizou na manhã desta terça-feira (12), no plenário, para comemorar o dia internacional dedicado ao movimento cultural, que a cada dia ganha mais adeptos nas metrópoles do mundo inteiro. 

O evento foi promovido pelo deputado Cláudio Abrantes (PT) e atraiu produtores, DJs, além de outros profissionais e adeptos do hip hop. Parlamentares e membros do governo local ligados à área cultural também participaram da homenagem, que acabou se transformando em um amplo debate sobre os problemas enfrentados pelos militantes do hip cultural, como a falta de patrocínios e baixos valores dos cachês pagos por suas apresentações.

Ao justificar a relevância de o legislativo local abrir espaço para a discussão de temas da cultura popular, Abrantes comparou  a prática do hip hop à saga de resistência negra no País no combate ao preconceito. "Esse grito da periferia contra a discriminação é uma nova forma de enxergar a vida", analisou o distrital, comentando ainda que 88,4% das mortes violentas no País atingem jovens negros, das periferias.

DJ e produtor cultural, Alan Jefferson lembrou que o hip hop foi criado para difundir o protesto das pessoas da periferia, "que buscam melhores oportunidades na vida". Apesar do crescimento do movimento, lamentou que seus militantes ainda enfrentam "extremas dificuldades" para serem incluídos nas políticas públicas. Já o DJ Marquinhos, da Smurphies, criticou as dificuldades do pagamento de taxas e obtenção de alvarás para a realização dos seus eventos, enfatizando que não recebem infraestrutura adequada nos shows.

O presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure, manifestou apoio à valorização do movimento hip hop, destacando o papel social que suas mensagens podem  oferecer aos jovens, como no caso de adolescentes infratores. O distrital Aylton Gomes |(PR) elogiou o programa que leva o rap das periferias para as escolas públicas. Celina Leão (PDT) cobrou mais incentivo aos militantes, no "maravilhoso combate às drogas". Rôney Nemer (PMDB) defendeu destinação de recursos públicos para que a sociedade "dialogue" com o hip hop. O movimento também recebeu apoio da deputada Luzia de Paula (PEN).

Democratização - O secretário de cultura do DF, Hamilton Pereira, ressaltou em seu discurso a necessidade de valorização do hip hop, "como uma expressão estética das periferias do mundo inteiro". Criticou a discriminação ainda enfrentada pelo movimento e anunciou que sua pasta pretende "democratizar ainda mais o acesso à cultura popular". O secretário especial da Promoção da Igualdade Racial, Viridiano Brito, também defendeu que é preciso o governo ampliar o apoio aos produtores culturais que atuam no hip hop.

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