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Mobilização na Câmara garante recursos para capacitação de jovens carentes

Publicado em 14/11/2008 11h32
O chefe da segurança do governador Roberto Arruda, major da PM Francisco Eronildo Rodrigues, perambulava pelas ruas e lavava carros em Brasília, aos 13 anos de idade, quando soube de uma entidade que buscava educacar e capacitar jovens carentes para o mercado de trabalho. Pediu à mãe para inscrevê-lo e dali saiu para a Escola de Oficiais da Polícia Militar, instituição à qual serve há 20 anos.

O policial militar foi um dos convidados para a audiência pública realizada hoje pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pela deputada Érika Kokay (PT). Um dia antes de acontecer, a audiência conseguiu mudar o destino da Associação Educação do Homem de Amanhã (Abra), cuja existência estava ameçada com a anunciada suspensão de convênio com a Secretaria de Desenvolvimento Social, motivo da audiência pública na Câmara.

Kokay ligou para a Secretária, a deputada Eliana Pedrosa (DEM), e a presidente da Abra foi chamada à Secretaria, ontem, quando soube que seria mantido o convênio que garante R$ 4 mil mensais para que a entidade ministre cursos de auxiliar de escritório e de informática para jovens de 14 a 18 anos incompletos, integrantes de famílias com renda mensal de até dois salários mínimos.

Além de capacitar para o mercado de trabalho, a Abra garante transporte, café da manhã, material didático e uniformes para seus alunos. Mais do que isso, "faz a gente se sentir gente", segundo testemunhou Michel Platini, ex-aluno e hoje assessor da deputada Érika Kokay.

O secretário-adjunto do Trabalho Israel Batista, que não conhecia a Abra, constatou que a entidade educa para a cidadania e prometeu ajudar a Associação a conseguir recursos do ministério do Trabalho.

Falaram, ainda, a diretora de Proteção Social Básica da Secretaria de Desenvolvimento Social, Maria do Carmo Sobral; Ivo de Meira Lima, voluntário da Abra há 28 anos, e vários alunos da entidade.

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