Ministério Público contesta projeto de IPTU e IPVA encaminhado à Câmara pelo Executivo
Ministério Público contesta projeto de IPTU e IPVA encaminhado à Câmara pelo Executivo

O promotor chamou a atenção dos deputados para a responsabilidade diante da aprovação dos projetos do Executivo, pois cabe à Casa, de acordo com o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, contestar e corrigir o projeto.
O deputado Cristiano Araújo (PTB), relator do projeto do IPVA, disse entender o trabalho dos técnicos da Secretaria de Fazenda (Sefaz) ao procurar corrigir distorções antigas na cobrança do imposto, mas questionou a capacidade do contribuinte de arcar com essa correção de uma única vez. Sugeriu que a correção fosse feita paulatinamente. O diretor de Arrecadação da Sefaz, Rossini Dias de Souza, concordou com o deputado e retrucou: "Nosso trabalho é técnico. É abrupto? É. Não há como negar. Cabe-nos encaminhar a proposta à Câmara para discussão."O deputado Berinaldo Pontes (PP), a quem coube a relatoria do projeto do IPTU, cobrou do representante da Sefaz o envio do relatório comparativo entre os valores propostos para 2008 e os praticados em 2007 - que não chegou, até hoje, à Casa. Berinaldo lembrou que a Lei 4.004/2007 - Lei de Diretrizes Orçamentários para 2008 - obriga o Executivo a encaminhar tal relatório anexo ao projeto com os valores venais de terrenos e edificações no DF para efeito de lançamento do IPTU. Rossini prometeu ao deputado encaminhar o documento ainda hoje.
O relator, Berinaldo, afirmou que ainda não analisou o projeto em profundidade mas que, numa leitura superficial, pôde perceber o "superfaturamento" de algumas áreas e que está preparando sua equipe para um trabalho sério que possa vir a corrigir as "injustiças sociais".