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Maciel faz defesa da terceirização de alguns serviços da saúde para zerar demandas

Publicado em 09/10/2007 13h59
Ao encerrar sua participação na reunião da Comissão de Educação e Saúde, o secretário de Saúde, José Geraldo Maciel, fez uma defesa veemente da terceirização de serviços como o de anestesia, para zerar as demandas que já chegam a 15 mil cirurgias diversas na rede hospitalar. Às alegações do deputado Rogério Ulysses (PSB), feitas no final da reunião que se estendeu por mais de duas horas, e às conhecidas preocupações do deputado Chico Leite (PT) de que o provisório, no País, acaba se tornando definitivo, Maciel respondeu que, se houver uma solução melhor, terá a humildade de reconhecer e acolher.

O secretário historiou os concursos realizados e as nomeações para contratação de anestesistas, cujas vagas nunca são inteiramente preenchidas, e o permanente desfalque desses profissionais, que preferiram se organizar em cooperativas de trabalho.
 Em razão disso, as demandas, em vez de se reduzirem, sempre aumentam, gerando um impasse "angustiante", segundo Maciel.

O titular da Saúde do DF, que tem 45 anos de trabalho como gestor da administração pública, observou que a preocupação com a possibilidade de a terceirização se tornar permanente não deve persistir, pois que já há nesse campo experiências bem sucedidas, de até trinta anos, como o fornecimento de refeições hospitalares balanceadas, a um custo de R$ 8,60.
  Outra abertura nesse campo, de acordo com o secretário, é a ocupação de leitos particulares de UTI quando a rede pública não dispuser deles. O mesmo, em sua opinião, poderia ocorrer com exames laboratoriais, como forma de minimizar a pressão sobre a rede pública e melhor atendimento de seus usuários.

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