Livros são elementos de inclusão social, dizem bibliotecários
Livros são elementos de inclusão social, dizem bibliotecários

Suaiden, que foi muito aplaudido, mencionou o exemplo da Colômbia, que viu a violência se reduzir drasticamente nos locais onde foram montadas bibliotecas públicas. Referiu-se também ao exemplo de Minas Gerais e lamentou que tenhamos apenas bibliotecas isoladas, sem uma política do livro e com a equivocada preocupação de investir apenas em segurança.
O deputado Milton Barbosa (PSDB) lembrou que o problema não é novo e que vem se agravando por falta de soluções. Para Barbosa, toda e qualquer solução passa pelo crescimento do número de bibliotecas e por sua constituição em rede. A providência, por seu turno, depende de definição de percentual para investimento no setor e gestão compartilhada dos recursos.
Antonio José Matias de Souza, fundador da Casa do Saber e diretor da Rede Gasol, disse que esse foi o caminho que encontrou para retribuir à cidade tudo que aqui amealhou. "São muitas as bandeiras que os empresários podem erguer", disse o empresário - que é dono de 92 postos no DF e emprega mais de três mil pessoas. A rede levantou mais de um milhão de livros na primeira campanha que fez.
O presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia, Alberto Mário Vieira Silva, observou que esta foi a primeira audiência pública realizada pela Casa para debater tão relevante tema.
Reconheceu que "tudo caminha a passos de tartaruga" quando o assunto é biblioteca, mas avaliou que isso não deve esmorecer os ânimos no sentido de transformar a realidade local.
O gerente de Bibliotecas da Secretaria de Cultura do DF, Cassemiro Souza, reconheceu a carência, mas afirmou que vem trabalhando com sua equipe para que as bibliotecas "não morram". Já efetuou um diagnóstico da situação, com propostas objetivas para mudar o quadro atual, constituído de 19 bibliotecas isoladas, com limitações de pessoal e acervo.
Para o diretor da Biblioteca Nacional - que integra o Complexo Cultural da República -, Antonio Miranda, mesmo depois de passarem 40 anos esperando pela sede na capital, esta foi apenas entregue, não tendo sido sequer inaugurada. A obra, segundo disse, enfrenta problemas de estrutura e seu funcionamento está na expectativa de definições incumbidas a um grupo de trabalho.
Foi da presidente da Associação de Bibliotecários do DF, Iza Antunes Araújo, a sugestão para que a Biblioteca Nacional passe a chamar-se Biblioteca de Brasília e seja a cabeça de um sistema irradiador de uma política de livros para todo país. Apesar da penúria das bibliotecas locais, a bibliotecária viu na Biblioteca Demonstrativa de Brasília o modelo para mudar a realidade.
A vice-presidente do Conselho