Publicador de Conteúdos e Mídias

Livreiro da UnB aponta "falta de proximidade com livros" por parte dos leitores

Publicado em 28/06/2017 11h24

O livreiro Chiquinho, há 42 anos vendendo livros na Universidade de Brasília (UnB), discorreu sobre a tecnologia e o mercado de livros em reunião da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da CLDF na manhã desta quarta-feira (28). "Estou preocupado com o comportamento dos leitores e a falta de proximidade com os livros", afirmou, ao lamentar "o distanciamento e a ideia de impessoalidade" que imperam na "totalidade da modernidade tecnológica" atual.

Segundo Chiquinho, que se considera um "livreiro artesanal", as grandes redes do mercado de livros acabam com a relação de cumplicidade entre o livreiro e os leitores. Ao relatar sua "preocupação com o futuro dos livros", ele destacou o resgate do passado e da memória, ao lembrar Gutemberg, o "primeiro editor", e Monteiro Lobato, "grande editor brasileiro, responsável pelo lançamento de escritores como Lima Barreto", homenageado deste ano na Festa Internacional Literária de Paraty (Flip).

O presidente da comissão, deputado Wasny de Roure (PT), disse que Chiquinho é um "patrimônio vivo da Universidade de Brasília e da nossa cidade". E reforçou a "lição de vida" que o livreiro representa num "momento de crise da modernidade e perda da identidade".  Além de Wasny, participaram da reunião de hoje (28) os deputados Raimundo Ribeiro (PPS), Juarezão (PSB) e Luzia de Paula (PSB). 

Mais notícias sobre