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Líderes comunitários e administradores reclamam da execução orçamentária

Publicado em 23/11/2006 11h26
"Nós trabalhamos todos os anos em cima de uma verdadeira utopia, ou seja, somos contemplados no orçamento e depois o administrador é jogado ao léu, sem poder executar praticamente nada". O protesto do administrador regional do Itapoã, Everardo Ribeiro, encontrou eco em grande parte dos pronunciamentos de administradores e líderes comunitários presentes à audiência pública realizada nesta quinta-feira (23) pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da CâmaraLegislativa, para discussão da proposta do Orçamento de 2007.

Everardo reclama da falta de infra-estrutura e do esquecimento da cidade de Itapoã pelo governo. "Não há uma emenda sequer neste orçamento para a nossa cidade, mesmo depois de denunciarmos que não há nenhuma delegacia de polícia, posto de saúde, batalhão do Corpo de Bombeiros e polícia militar", protestou o administrador. O administrador regional de Sobradinho, Paulo Cavalcanti, também dirigiu suas reclamações à execução orçamentária: "Somos surpreendidos quando realizamos licitações confiando nos recursos previstos no orçamento e, depois, quando vamos executar, descobrimos que nossos recursos foram retirados". Dentre as reivindicações do administrador a construção da feira-modelo de Sobradinho e a duplicação da DF-150 foram classificadas como prioritárias. "A DF-150 precisa ser duplicada urgentemente, devido ao enorme tráfego de veículos pesados que põe em risco a segurança da população", afirmou.

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No Varjão, de acordo com a administradora regional, Estela Maria, apenas 9% do previsto no orçamento para este ano pôde ser executado. "Gostaríamos que houvesse participação da comunidade não só na elaboração do orçamento, mas também na sua execução", reclama. Para o líder comunitário do Paranoá, Gomes de Holanda, a execução orçamentária é uma questão de honradez. "Todos os anos somos contemplados no orçamento mas não vemos a cor do dinheiro", reclama. E acrescenta, emocionado: "Pelo amor de Deus, senhores deputados, executem o orçamento". O apelo também surgiu nas palavras do líder comunitário de Itapoã, João da Silva: "Do Instituto Candando de Solidariedade levaram 25 milhões, enquanto a comunidade fica sem absolutamente nada, passem por lá e vejam com os próprios olhos a nossa situação". Vários outros líderes comuntários também tiveram acesso à palavra durante a audiência pública.

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