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Hargreaves mostra problemas do sistema de saúde

Publicado em 14/12/2006 10h51

Para o diretor do Departamento Médico da Câmara dos Deputados, Luis Henrique Hargreaves, o maior, entre os muitos problemas do atendimento médico de emergência no Distrito Federal, é a falta de especialistas: "Não existe o emergencista", diz, "não temos essa especialidade". Segundo ele, essa situação acaba obrigando profissionais altamente especializados a fazerem atendimentos para os quais não estão preparados, prejudicando tanto o paciente quanto o sistema de saúde.

:O diretor da Câmara dos Deputados integrou a mesa de debates do seminário sobre o Sistema de Emergência Médica no DF, promovido pelo gabinete do deputado Augusto Carvalho (PPS), no auditório da Câmara Legislativa, hoje pela manhã.

Hargreaves chama atenção para algumas ações que, em seu entendimento, deveriam fazer parte das preocupações coletivas, como a regulação. Isto é, o acompanhamento efetivo dos pacientes de emergência, com controle de todos os procedimentos a que foi submetido e as transferências necessárias. A questão do atendimento pré-hospitalar, na visão do diretor da Câmara dos Deputados, é fundamental. "Não adianta ter equipamentos de último tipo sem ter certeza de que se chegará ao paciente, no máximo, em quatro minutos, no caso dos atendimentos básicos, e em oito, no caso de atendimento avançado", explica. E acrescenta: "No Brasil, 300 mil pessoas morrem do coração por ano, ou seja, são 800 óbitos por dia, um a cada dois minutos. No período previsto para este nosso seminário morreram 140 pessoas!" O médico revelou, ainda, que cada minuto de atraso no atendimento de um paciente com parada cardíaca diminui suas chances de vida em 10%. Hargreaves conta que a cidade de Seatle, nos Estados Unidos, tem uma população do mesmo tamanho da do Distrito Federal e tem o melhor atendimento pré-hospitalar do mundo, porque treina desde taxistas até policiais e bombeiros para os procedimentos iniciais do atendimento de emergência.

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Segundo Hargreaves, hoje, o médico vai para emergência ou porque é recém formado ou por punição. Ele sublinha que é importante que se estabeleçam verdades institucionais: Não se pode mentir, por vaidade ou qualquer outro motivo, quando de um planejamento para o sistema de saúde: "Se um hospital diz que tem condições de oferecer atendimento de emergência, deve tê-la. Caso contrário, na hora H, como será?"

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