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Golpe militar de 1964 é lembrado em plenário

Publicado em 01/04/2014 15h47

O golpe militar de 1964 foi lembrado nesta terça-feira (1º), em plenário, por três parlamentares. A deputada Arlete Sampaio (PT) concentrou-se na repercussão sobre a Universidade de Brasília (UnB). A distrital lembrou a greve que resultou na prisão de 30 estudantes, entre os quais ela se encontrava. "Fomos expulsos por lutar por um ensino de qualidade e por liberdades democráticas", disse.

Em sua fala, a deputada destacou Honestino Guimarães, estudante da UnB desaparecido sem que até hoje se tenha notícia sobre seus restos mortais. Falou, também, da dificuldade que os expulsos tiveram para achar vaga em outras universidades. Segundo a parlamentar, a maioria teve que fazer novo vestibular, e ela conseguiu o diploma na Justiça porque já tinha cumprido todos os créditos.

Benedito Domingos (PP) lembrou o irmão Galvão Augusto Domingos, presidente de um dos grêmios estudantis de Taguatinga à época, que foi preso sob a acusação de ter participado do incêndio de um carro da Polícia Militar perto da Praça do Relógio. "Muita gente bate no peito dizendo que é de esquerda, mas nem todos lutaram de fato naquele período", afirmou.

Já o deputado Cláudio Abrantes (PT) discursou sobre o papel dos movimentos culturais na luta contra a ditadura: "A cultura tem essa característica de atuar de forma transversal. E foi assim, por seus próprios meios, que os artistas daquela época denunciaram as torturas e os abusos. Mesmo diante da censura, a cultura se destacava como um elemento de resistência. Muitos daqueles artistas arriscaram suas vidas e foram obrigados a viver no exílio. Precisamos nos ajustar com esse passado".

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