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Gilberto Barcellos nega que atestou obra da Gautama

Publicado em 22/10/2007 11h55
Em depoimento realizado hoje na CPI da Gautama, o engenheiro e advogado Gilberto Naves Barcellos negou qualquer participação na execução da obra da Barragem do Rio Preto, conduzida pela construtora Gautama. Segundo ele, a obra tinha como executor exclusivo Hebert Gualberto, engenheiro da Secretaria de Agricultura, que atestou o empreendimento.

Barcellos informou que apenas fez conferência de documentos no âmbito do contrato com a Gautama, mas não tinha poderes para participar da execução da obra da Barragem do Rio Preto. Isso porque a Portaria 124/2001 da Secretaria de Agricultura concedeu essa atribuição exclusivamente a Hebert Guaberto.

O advogado confirmou que foi nomeado para uma comissão para acompanhamento da obra, mas que a comissão nunca teria existido na prática, pois todos os encargos relativos à execução da obra estavam a cargo de Hebert Gualberto. Dessa forma, qualquer ato praticado pela comissão em relação à execução não teria validade, já que o poder de decisão neste caso estava nas mãos de Gualberto.

Gilberto Barcellos disse que trabalhou como engenheiro na Secretaria de Agricultura no período de julho de 2001 a janeiro de 2007. Observou que quando foi publicado o edital para realização da obra da Barragem do Rio Preto, em 2000, ele não morava em Brasília. Confirmou que, na Secretaria de Agricultura, exerceu os cargos de assessor de gabinete, assessor de engenharia e gerente de engenharia, mas que era responsável pelo acompanhamento de "obras menores".

Barcellos foi convocado pela CPI por indicação de Herbert Gualberto. Em seu depoimento, Hebert informou que todos os passos da execução da obra eram atestados pelos membros da comissão, o que foi negado diversas vezes hoje por Gilberto Barcellos.
 Ao final da reunião de hoje, o presidente da CPI, Bispo Renato (PR), anunciou que vai propor a convocação de todas as pessoas que fizeram parte dessa comissão.

Ex-governadores - Os membros da CPI decidiram, hoje, anular a votação do requerimento que aprovou, no último dia 15, as oitivas dos ex-governadores Joaquim Roriz e Maria de Lourdes Abadia. A proposta será reanalisada na próxima semana, junto com outros requerimentos.

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