Funerárias captam clientes na porta dos hospitais
Funerárias captam clientes na porta dos hospitais

Felismino adiantou que o setor quer se adequar, superar as deficiências, e considerou que a visita feita nesta quinta-feira (25) por membros da CPI à funerária Porta do Sol, de sua propriedade, pode ser um primeiro e decisivo passo para dar um rumo novo aos serviços funerários.
Mas reclamou que o serviço funerário é marginalizado no Distrito Federal e que a iniciativa privada cresceu sem orientação, atribuindo os erros e deslizes na execução das atividades à falta de normatização do setor.
O dono da Funerária Porta do Sol, que tem filiais no Plano Piloto, Sudoeste, Planaltina, Sobradinho e diversas cidades de Goiás, em muitas ocasiões deixou de dar respostas convincentes aos deputados Rogério Ulysses (PSB), presidente, Reguffe (PDT) e Erika Kokay (PT) que o questionavam.
Ao justificar a presença de uma faca de açougue encontrada na área de embalsamamento de corpos, explicou que era para cortar flores.
Faturamento - Ao responder à indagação da deputada Erika Kokay (PT) a respeito do faturamento do setor, disse que é por volta de R$ 60 mil mensais, mas que o lucro líquido não passaria de 15%. Tais valores, na opinião do deputado Reguffe (PDT), seriam insuficientes para manter a ampla estrutura do empresário e, menos ainda, para suscitar o interesse de investidores paulistas, como afirmado por Felismino.
O presidente do Sindicato das Funerárias, que está há 31 anos no ramo, demonstrou não conhecer a legislação relativa à disposição de partes do corpo humano, como as vísceras retiradas no momento do embalsamamento, que devem receber o mesmo tratamento dos resíduos hospitalares, conforme salientou a deputada Erika Kokay, entre outras omissões, que considerou relevantes no decorrer do depoimento.