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Em sessão solene, Brasília recebe homenagens pelos 52 anos

Publicado em 19/04/2012 14h51
Os 52 anos de Brasília foram comemorados hoje (19) na Câmara Legislativa, com muitas lembranças e emoções, na sessão solene proposta pelo deputado Rôney Nemer (PMDB) e presidida pelo deputado Siqueira Campos (PSC).
 Este declarou seu orgulho por estar à frente de uma solenidade em homenagem a Brasília. "Esta  cidade  me deu tudo", declarou, afirmando ainda que entrou na política para retribuir tudo que recebeu.

Também a deputada Arlete Sampaio (PT) enfatizou seu reconhecimento àqueles "que trouxeram para Brasília o conhecimento e a experiência de suas origens" para ajudar a fundar uma cidade peculiar em todos os sentidos. Arlete afirmou que tem consciência da responsabilidade do papel que parlamentares e governantes têm para que a capital continue sendo ímpar.

Pioneiros, autoridades e empresários compareceram à sessão, para lembrar a verdadeira "epopéia" em que se transformou a construção da nova capital, como bem lembrou o administrador de Brasília, José Messias de Souza. Messias ressaltou que a cidade cumpriu o objetivo para o qual foi concebida, mas observou que é preciso preservar o tombamento, sem ignorar aqueles que nela vivem e trabalham.

O presidente do Clube dos Pioneiros de Brasília, Roosevelt Dias Beltrão, rendeu homenagens a Juscelino Kubitschek, "o maior de todos os brasileiros", e criticou as "festinhas inexpressivas" promovidas no aniversário da cidade, que não estão à altura da capital. JK também mereceu do cardeal de Brasília, Dom José Freire Falcão, o reconhecimento pelo papel político exercido por ele.

A condição de candango, e o orgulho que lhe proporciona tal título, foi expressa pelo presidente da Associação dos Candangos de Brasília, Claudionor Pedro dos Santos, que reclamou da falta de reconhecimento à contribuição dos pioneiros para erguer a cidade. Willon Wander Lopes, presidente da Confraria dos Cidadãos Honorários de Brasília, também reforçou a necessidade desse reconhecimento.

O advogado Osmar Alves de Melo, presidente da Casa do Ceará, recapitulou a história do legislativo no DF e os percalços que tiveram de ser superados para que fosse implantado. Lembrou, inclusive, que a sede da Câmara estava prevista para o local onde hoje existe a Praça Municipal e uma extensa plantação de mangueiras.

Emancipação - Também se reportou à história da luta pela emancipação política o empresário Lindberg Aziz Cury, presidente do Conselho Superior da Associação Comercial do DF, observando que os filhos e netos dos que construíram esta cidade não conhecem JK nem o papel que ele teve na história do país e da própria capital. "JK está para eles como Deodoro da Fonseca está para seus pais", desabafou.

Um grupo de 27 pioneiros foi contemplado com moções de louvor, entre os quais o cardeal Dom José Freire Falcão, o historiador José Adirson Vasconcelos, João Mancini, Amador de Arimathea e Fabíola da Silva Pinho.

  

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