Em audiência pública sobre direitos dos consumidores, concursados cobram contratações para o Procon
Em audiência pública sobre direitos dos consumidores, concursados cobram contratações para o Procon

Ao comentar a importância do nosso Código de Defesa de Consumidor, a deputada ressaltou que o ele está "entre os mais avançados do mundo", ao reconhecer a vulnerabilidade do consumidor perante os grandes grupos econômicos. Mas alertou que o cenário atual exige novos debates para vencer situações como o grande endividamento dos consumidores e o comércio eletrônico.
Esse foi também o entendimento do diretor do Departamento Jurídico do Procon/DF, Marcos Coelho, ao avaliar que o mercado mudou muito desde a criação do órgão, em 2001.
Marcos aproveitou também para destacar o papel pioneiro do DF nesse campo, com a Lei das Filas e da meia entrada, entre outros avanços, mas disse acreditar que ainda há muito espaço para fortalecer os mecanismos de defesa do consumidor.
O promotor de Defesa do Consumidor, Trajano Sousa de Melo, defendeu o preenchimento dos cargos por concursados - que lotaram o plenário -, a fim de melhor capacitar o Procon. Trajano também se revelou a necessidade de dar atenção a fenômenos recentes como o superendividamento, assegurando a necessidade de estar sempre atento a questões novas que vão surgindo em decorrência das próprias mudanças da sociedade.
Afirmando que, mesmo passados 22 anos da criação do Código de Defesa do Consumidor a lei continua sendo "espetacular", a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira Silva também defendeu a importância de contratação dos concursados para dar ao órgão a estrutura e a dimensão necessárias para confrontar-se com o que chamou de "cidadania econômica".
Juliana disse que essa defesa precisa de novos e maiores reforços, tendo em vista o panorama atual da sociedade moderna, instigada pela publicidade a consumir cada vez mais. E ao lado desse consumismo, explicou, surgem questões novas como a disciplina dos descartes de produtos que vão rapidamente sendo deixados de lado, como televisores, substituídos por modelos mais avançados e com maiores recursos.
O representante dos concursados, Tiago Jobran, defendeu a profissionalização do órgão, lembrando que mais de 200 aprovados aguardam a nomeação, sem qualquer informação sobre quando isso poderá acontecer. Ele observou que um órgão que só tem cinco fiscais não poderá fazer muita coisa pelo consumidor.