Distritais voltam a discutir adiamento da votação do PDOT
Distritais voltam a discutir adiamento da votação do PDOT

O primeiro a abrir a discussão sobre o PDOT foi o líder do PT, deputado Cabo Patrício. Apoiado por ambientalistas que estavam nas galerias, com faixas e cartazes contra a criação do Setor Catetinho, o distrital anunciou que técnicos do Ibama, do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Chico Mendes estavam hoje na Câmara Legislativa protocolando documento no qual apontam "questionamentos" sobre alguns pontos da proposta."Nós da bancada do PT não vamos permitir que o PDOT beneficie a especulação imobiliária", advertiu. Enfatizou ainda que o projeto coloca em risco várias áreas de mananciais hídricos e de preservação ambiental, como é o caso do Setor Catetinho.
Também o deputado Rogério Ulysses (PSB) reafirmou a defesa que fez ontem (9) do adiamento de votação do PDOT, para o próximo ano. "Como não há consenso para a aprovação, devemos estudar melhor a proposta, pois as audiências públicas realizadas nas cidades do DF não foram suficientes para esgotar o debate dos problemas levantados", justificou.
Direito à moradia - O deputado Batista das Cooperativas (PRP) rebateu os argumentos dos deputados que pregam o adiamento da votação do substitutivo do GDF para a revisão do PDOT de 1997, alegando que o projeto vai aumentar a reduzir o déficit habitacional no DF, sobretudo em benefício das pessoas carentes. "Existem ambientalistas que moram no Lago Sul em chácaras de mais de 20 mil metros quadrados que querem manter seus privilégios", criticou.
O líder do governo, deputado Leonardo Prudente (DEM), argumentou que desde ontem está montado um "comitê técnico" permanente na Presidência da Câmara Legislativa com técnicos da Seduma (Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente) e assessores dos parlamentares a fim de se discutir as emendas propostas pelos ambientalistas e demais interessados nas alterações do PDOT.
Ele defendeu que o projeto reúne todas as condições e poderá ser votado amanhã (11).