Distritais reforçam luta das mulheres contra a violência
Distritais reforçam luta das mulheres contra a violência

A deputada Celina Leão (PSD) lamentou que, após cinco anos de criação, a Lei Maria da Penha ainda não esteja consolidada na sociedade. "Essa é uma luta muito grande e árdua demais", ressaltou a distrital, que exortou a união das mulheres "em torno de uma bandeira única, de defesa das mulheres".
Também a deputada Liliane Roriz (PSD) enfatizou que a luta das mulheres contra a violência "não tem cor, bandeira, língua ou religião". Ela aproveitou para manifestar seu apoio à criação na Câmara Legislativa de uma procuradoria específica para defender os direitos das mulheres, sobretudo as que são agredidas no ambiente doméstico.
Nova delegacia - A secretária da Mulher do GDF, Olgamir Amâncio, afirmou que o governo Agnelo está garantindo prioridade para as mulheres desde que assumiu. Olgamir disse que foi criada uma Casa Abrigo e que, no próximo anos, deve ser inaugurada mais uma delegacia especializada da mulher (Deam), a ser instalada na Ceilândia.
A representante da CUT, Maria das Graças Sousa, criticou as "estatísticas tristes" sobre os casos de violência contra a mulher no DF.
Ela pregou mais celeridade na apuração dos inquéritos policiais e lamentou que só neste ano foram assassinadas 37 mulheres no DF "com a mesma causa passional e com requintes de crueldade".
Entre as representantes da sociedade que participaram da audiência estava a irmã da estudante Suênia Farias, assassinada em setembro deste ano.
Silene Souza Farias recebeu a solidariedade de todos as oradoras que ocuparam a tribuna, que cobraram um rápido julgamento do professor Rendrik Vieira Rodrigues, acusado do homicídio.