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Distritais reforçam luta das mulheres contra a violência

Publicado em 28/11/2011 16h22
A necessidade de reduzir os altos índices de violência contra as mulheres no Distrito Federal foi uma das principais bandeiras defendidas na audiência pública que a Câmara Legislativa realizou na tarde desta segunda-feira (28) para discutir o enfrentamento do problema. A iniciativa foi da deputada Rejane Pitanga (PT), que lamentou os constantes casos de assassinatos contra mulheres. Ela explicou que esse debate estava inserido na programação da campanha dos 16 dias de ativismo contra a violência que vitimiza as mulheres, em todo o mundo."É preciso o engajamento de todos para que os crimes contra as mulheres não fiquem impunes", pregou a deputada, anunciando que os deputados distritais devem aprovar nos próximos dias a criação de uma Procuradoria na Câmara para tratar dos problemas que afetam as mulheres, como os crimes passionais. A distrital afirmou também que espera a aprovação de projeto de resolução que cria cotas para deputadas na composição da Mesa Diretora da Câmara Legislativa.

A deputada Celina Leão (PSD) lamentou que, após cinco anos de criação, a Lei Maria da Penha ainda não esteja consolidada na sociedade. "Essa é uma luta muito grande e árdua demais", ressaltou a distrital, que exortou a união das mulheres "em torno de uma bandeira única, de defesa das mulheres".
 Também a deputada Liliane Roriz (PSD) enfatizou que a luta das mulheres contra a violência "não tem cor, bandeira, língua ou religião". Ela aproveitou para manifestar seu apoio à criação na Câmara Legislativa de uma procuradoria específica para defender os direitos das mulheres, sobretudo as que são agredidas no ambiente doméstico.

Nova delegacia - A secretária da Mulher do GDF, Olgamir Amâncio, afirmou que o governo Agnelo está garantindo prioridade para as mulheres desde que assumiu. Olgamir disse que foi criada uma Casa Abrigo e que, no próximo anos, deve ser inaugurada mais uma delegacia especializada da mulher (Deam), a ser instalada na Ceilândia.

A representante da CUT, Maria das Graças Sousa, criticou as "estatísticas tristes" sobre os casos de violência contra a mulher no DF.
 Ela pregou mais celeridade na apuração dos inquéritos policiais e lamentou que só neste ano foram assassinadas 37 mulheres no DF "com a mesma causa passional e com requintes de crueldade".

Entre as representantes da sociedade que participaram da audiência estava a irmã da estudante Suênia Farias, assassinada em setembro deste ano.
 Silene Souza Farias recebeu a solidariedade de todos as oradoras que ocuparam a tribuna, que cobraram um rápido julgamento do professor Rendrik Vieira Rodrigues, acusado do homicídio.

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