Distritais e médicos defendem apoio ao Centro de Excelência em Diabetes
Distritais e médicos defendem apoio ao Centro de Excelência em Diabetes

Aylton Gomes disse que é preciso se investir tanto em equipamentos, como no apoio aos profissionais que lidam com a saúde pública.
O vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Dr. MIchel(PSL), disse que o seu depoimento na audiência pública era muito mais na condição de paciente hipertenso.
Ele elogiou a dedicação dos profissionais do Hospital do Guará, onde faz tratamento, e ressaltou que os deputados distritais devem apoiar todas as iniciativas em favor da melhoria e ampliação da saúde, enfatizando sua preocupação com o controle do diabetes.
O presidente da Comissão de Educação e Saúde da CLDF, deputado Washington Mesquita (PSDB), manifestou apoio também à necessidade de funcionamento do Centro de Excelência em Diabetes, afirmando que o sistema de atendimento à saúde no DF "precisa de mais recursos", além da eficiência na gestão administrativa.
Déficit - Entre os especialistas que defenderam a necessidade de implantação do Centro de Excelência em Diabetes destacou-se o consenso sobre o déficit atual de profissionais da Secretaria de Saúde para o atendimento aos pacientes com diabetes, hipertensão ou com outras doenças relacionadas à Síndrome Metabólica.
A coordenadora do Programa de Educação e Controle do Diabetes da Secretaria de Saúde, médica Hermelinda Pedrosa, lamentou que exista hoje no DF uma defasagem grande no número de endocrinologistas para atender à demanda crescente no setor. " Para suprir o déficit de 57 endocrinologistas foram contratados apenas 17 este ano", comentou, ao defender também que os distritais aprovem mais recursos para a concretização daquele centro. "Ano passado só foram aprovados R$ 500 mil", afirmou.
Já o chefe do Núcleo de Atenção Integral à Saúde do Adulto da Secretaria de Saúde, Dr.
Elissandro Noronha, destacou que a consolidação daquele centro especializado no controle do diabetes irá ajudar na prevenção e tratamento daquelas doenças. No caso do DF, alertou, dos cerca de 381 mil hipertensos apenas 65 mil foram diagnosticados e estão em tratamento.
No caso do diabetes quase a metade dos doentes desconhecem que precisam de tratamento.